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Justiça manda Google revelar autor de vídeo sobre produto da WePink

Decisão atende pedido de Virgínia Fonseca e da WePink em processo por suposta divulgação de conteúdo difamatório

Por Redação 21/07/2026 18h06
Justiça manda Google revelar autor de vídeo sobre produto da WePink
Empresa e influenciadora alegam que conteúdo divulgado contém informações falsas e ofensivas - Foto: Instagram/Reprodução

A Justiça de São Paulo determinou que o Google forneça dados capazes de identificar o responsável pela publicação de um vídeo no YouTube que associou um produto da WePink, marca ligada à influenciadora Virgínia Fonseca, a um suposto caso de cegueira. A medida foi determinada no âmbito de uma ação movida pela empresária e pela empresa contra um criador de conteúdo digital.

A decisão foi assinada pelo juiz Rafael Saviano Pirozzi, da 3ª Vara Cível do Jabaquara, em São Paulo. No documento, o magistrado determinou que o Google Brasil forneça, no prazo de 15 dias, informações técnicas que permitam identificar o responsável pela publicação do vídeo.


Entre os dados solicitados estão o endereço de IP utilizado na publicação, a porta lógica de origem da conexão e os registros de data e horário do acesso, incluindo a indicação do fuso horário correspondente.


“Expeça-se ofício ao Google Brasil Internet Ltda., para que, no prazo de 15 (quinze) dias, informe, relativamente ao vídeo disponível no endereço eletrônico os seguintes dados, caso existentes em seus registros: a) o endereço IP utilizado para o acesso/publicação correspondente ao vídeo; b) a porta lógica de origem (porta de conexão); c) a data e o horário, com indicação do respectivo fuso horário, dos registros de conexão relacionados ao acesso/publicação”.


A solicitação faz parte de um processo movido pelos advogados de Virgínia Fonseca e da WePink. A defesa sustenta que o conteúdo divulgado configura a propagação de informações falsas, além de possuir caráter difamatório e calunioso.


O vídeo em questão foi publicado pelo criador de conteúdo Paullo R. e abordava o relato de Lidiane Herculano, moradora de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. A mulher afirmou ter apresentado problemas na visão após utilizar o fortalecedor de cílios We Drop, comercializado pela WePink.


Segundo o relato divulgado nas redes sociais, os sintomas começaram poucas horas após a aplicação do produto.


“Senti uma ardenciazinha de leve (…) e aí eu dormi. Quando acordei, eu já estava vendo tudo muito nublado, tudo muito cinza”, disse.


Em outro trecho, ela relatou:


“Lavei com soro, com água boricada e voltei a dormir achando que ia melhorar. Só que, no dia seguinte, quando acordei para ir para o trabalho, continuei com essa nebulosidade”.


O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e passou a ser amplamente compartilhado por influenciadores e criadores de conteúdo.


Na ação judicial, Virgínia Fonseca argumenta que não há comprovação médica de que a consumidora tenha ficado cega em decorrência do uso do produto.


A influenciadora também sustenta que Lidiane não apresentou laudos que comprovassem a alegação e afirma que a consumidora teria se recusado a disponibilizar o produto utilizado para a realização de perícia técnica.


Além disso, a defesa acusa o youtuber de ter reproduzido e reforçado a narrativa apresentada pela mulher sem apresentar comprovações suficientes, o que teria provocado danos à imagem da influenciadora e da empresa.


O processo segue em tramitação e, após o fornecimento das informações pelo Google, a Justiça poderá avançar na identificação formal do responsável pela publicação para dar continuidade à análise do caso.