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Exposição destaca cultura das terras de Graciliano em Maceió

Mostra no Cesmac reúne artistas e tradições de Quebrangulo e Palmeira dos Índios a partir do dia 16

Por Redação* 10/04/2026 10h10
Exposição destaca cultura das terras de Graciliano em Maceió
Mostra no Cesmac destaca legado cultural ligado a Graciliano Ramos - Foto: Assessoria

A Galeria Cesmac de Arte Fernando Lopes abre, no próximo dia 16 de abril, às 19h, a exposição “A Arte e a Cultura nas Terras de Graciliano – Quebrangulo e Palmeira dos Índios”. A mostra tem curadoria dos professores Caroline Gusmão e Rodrigo Guimarães, com realização da Extensão Cesmac e apoio das prefeituras e secretarias de cultura dos dois municípios.

A iniciativa propõe ao público um mergulho na riqueza artística e cultural de Quebrangulo e Palmeira dos Índios, destacando suas conexões com a trajetória do escritor Graciliano Ramos. Nascido em Quebrangulo, em 1892, e com atuação marcante em Palmeira dos Índios — onde foi prefeito entre 1928 e 1930 —, o autor inspira a narrativa da exposição.

Mais do que uma mostra, o projeto busca valorizar e interiorizar a cultura alagoana ao trazer para Maceió manifestações do interior. A proposta inverte a lógica tradicional ao colocar produções culturais de fora da capital no centro da cena, fortalecendo identidades locais e incentivando o intercâmbio cultural no estado.

A exposição reúne peças e expressões que evidenciam a diversidade cultural de Alagoas, como artesanato em cerâmica, madeira, fibras e bordados. Também há referências à ancestralidade indígena da etnia Xucuru-Kariri e à cultura popular, com destaque para grupos como o Nêga da Costa, de Quebrangulo.

Participam da mostra artistas de Quebrangulo e Palmeira dos Índios, reunindo nomes como Dalva Vasconcelos, Rosanúbia Vasconcelos, José Maximio da Silva, José Kassio Ferreira da Silva, Marcos André Alves da Silva, Manoel da Silva, Edmilson Oliveira, Wando, Lucas Yguaratã Ferreira da Silva, Júlio César dos Santos, Mestre Neném, Wellington Ferreira da Silva e Leo Arts.

A inspiração conceitual também dialoga com a obra Infância, especialmente com a frase “A infância é uma oficina de monstros”, conectando a formação do escritor às vivências culturais das cidades retratadas.

Com entrada gratuita, a mostra reforça o papel da galeria como espaço de difusão e preservação da memória cultural regional.

*Com informações da Assessoria