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Pinto da Madrugada leva cultura a abrigo em ação da Prefeitura

Oficina de máscaras e visita do bloco promovem autoestima e integração entre crianças e adolescentes acolhidos em Maceió

Por Redação* 01/03/2026 15h03
Pinto da Madrugada leva cultura a abrigo em ação da Prefeitura
Atividade cultural reuniu oficina artística e apresentação do Pinto da Madrugada em abrigo da capital - Foto: Alisson Frazão

As crianças e adolescentes atendidos pelo Serviço de Atendimento Institucional Acolher, da Prefeitura de Maceió, participaram de um sábado marcado por atividades culturais e momentos de integração. A programação reuniu oficina de máscaras carnavalescas e a visita do tradicional Pinto da Madrugada.

Durante a manhã, os jovens participaram de uma oficina de confecção de máscaras, explorando cores, formas e elementos ligados à identidade e à expressão individual.

À tarde, a atividade ganhou um clima de festa com a chegada do Pinto da Madrugada, um dos principais símbolos das prévias carnavalescas da capital. O grupo levou música e animação ao abrigo, proporcionando um momento de celebração e convivência para os acolhidos.

A iniciativa foi realizada por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Maceió e o Instituto Raízes de África, com o objetivo de fortalecer ações culturais e de desenvolvimento social voltadas ao público atendido pelo serviço.

A oficina foi conduzida por Eduarda Leite, que destacou o caráter formativo da atividade. “A produção das máscaras vai além da parte artística. Ao longo da oficina, estimulamos uma reflexão sobre quem eles são e quem desejam ser. É um processo de autoconhecimento e fortalecimento da identidade”, explicou.

O abrigo acolhe meninos com idades entre 7 e 17 anos que vivem situações de ruptura de vínculos familiares, negligência ou violência. Para a psicóloga Patrícia Sandes, iniciativas desse tipo vão além do aspecto recreativo.

“Essas ações promovem autoestima, fortalecem o sentimento de pertencimento e criam vínculos. Eles se sentem inseridos na sociedade. Do ponto de vista psicológico, momentos como esse contribuem para o bem-estar emocional e permitem que se reconheçam como sujeitos de direitos, porque estão tendo acesso à cultura e à convivência de forma respeitosa e protegida”, ressaltou.

A presidente do Instituto Raízes de África, Arísia Barros, destacou que a ação reafirma o compromisso de ampliar oportunidades de desenvolvimento humano e acesso à cultura para crianças e adolescentes em situação de acolhimento.

“Ações assim são muito importantes para que eles se sintam vistos, sintam que são lembrados e saibam que alguém está pensando, vibrando com eles. Isso permite que eles se expressem. As ações voltadas para esse público não devem ser pontuais, somente em datas comemorativas. Esse momento prova que quando a sociedade civil e os governos se unem por essa comunidade, tudo funciona”, afirmou.]

*Com informações da Secom