Eleições 2026

Dom Orlando defende soberania e orienta voto nas eleições

Sem declarar apoio a candidato ou partido, Dom Orlando destacou, durante a homilia, a importância de os brasileiros definirem os próprios rumos do país e rejeitou interferências externas

Por Redação 24/09/2026 11h11
Dom Orlando defende soberania e orienta voto nas eleições
Arcebispo emérito de Aparecida destaca soberania antes das eleições - Foto: Reprodução

Durante a celebração do Dia da Independência, em 7 de setembro de 2026, o arcebispo emérito de Aparecida, Dom Orlando Brandes, defendeu a soberania do Brasil e orientou os fiéis sobre a participação nas eleições gerais deste ano. A manifestação ocorreu no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida e teve repercussão nas redes sociais.

Sem declarar apoio a candidato ou partido, Dom Orlando destacou, durante a homilia, a importância de os brasileiros definirem os próprios rumos do país e rejeitou interferências externas. “Nenhum poder de fora, seja quem for, não deve mandar aqui. Aqui é nossa soberania, aqui é nossa casa, aqui é nossa pátria”, afirmou.

Ao falar sobre as eleições de 2026, o religioso pediu que os eleitores exerçam o direito ao voto com responsabilidade e discernimento. A orientação foi para que cada cidadão siga a própria consciência, conheça as propostas dos candidatos e considere o bem comum e a ética na escolha.

A declaração sobre a soberania brasileira acabou ganhando destaque na internet e foi associada por internautas e apoiadores do governo às pautas defendidas na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A interpretação gerou discussões entre grupos políticos com posições diferentes nas redes sociais.

A manifestação de Dom Orlando ocorreu dentro de uma abordagem voltada à participação cidadã e à soberania nacional, sem indicação de voto ou apoio formal a uma candidatura. A Igreja Católica costuma defender, durante períodos eleitorais, a participação democrática e temas relacionados à justiça social, ao mesmo tempo em que mantém a orientação de não transformar celebrações religiosas em espaços de propaganda ou apoio partidário direto.