Eleições 2026
MDB e PSD brigam pela terceira vaga de federal; PSDB pode ficar fora
O quadro ainda pode mudar, mas Federação Brasil da Esperança, Federação Renovação Solidária e PSDB/Cidadania enfrentam dificuldades
A eleição para deputado federal em Alagoas começa a ficar mais cada vez mais definida com o avanço da campanha. O quadro ainda pode mudar, mas Federação Brasil da Esperança, Federação Renovação Solidária e PSDB/Cidadania enfrentam dificuldades crescentes para eleger um deputado federal.
O caso do PSDB é o mais simbólico. A chapa tucana já foi tratada como competitiva, mas perdeu força com a saída de Marina Candia da disputa proporcional. Ainda há esforço para reorganizar a nominata, mas a avaliação de diferentes analistas é que o caminho para fazer uma vaga ficou mais estreito.
Se PSDB/Cidadania, Federação Brasil e Renovação Solidária ficarem fora da conta, a disputa pelas nove vagas vai se dar em três frentes e a briga pela última vaga tende a se concentrar em duas chapas: MDB e PSD.
A Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, aparece hoje como a mais forte na eleição federal. A tendência é fazer quatro deputados. Há quem fale numa quinta vaga, mas esse cenário é considerado distante. Possível na matemática, improvável na política.
A pergunta, portanto, passa a ser outra: quem faria (fará?) a terceira vaga, MDB ou PSD?
A conta do PSD
No PSD, a chapa tem um puxador claro de votos: Luciano Amaral. A expectativa é que ele alcance algo próximo de 120 mil votos, ou até um pouco mais. Esse desempenho com a soma dos demais candidatos garante uma segunda cadeira.
A disputa interna é forte. Nomes como Davi Maia, Julia Nunes, Julio Cezar, Rui Palmeira, Samyra Do Basto, Rute Nezinho e outros candidatos entram na briga por espaço dentro da chapa. Para o PSD birgar pela terceira seriam necessários no mínimo mais 240 mil a 280 mil votos.
Na briga pela segunda vaga os candidatos precisam ter desempenho acima dos 40 mil votos. Já tem projeções para 60 mil votos ou mais. Nada fácil de se conseguir numa eleição muito renhida.
A conta do MDB
No MDB, o desenho é diferente. O partido tem dois puxadores de votos: Isnaldo Bulhões e Rafael Brito. Isnaldo chega à disputa com o apoio de 26 prefeitos. Rafael Brito conta com o apoio de seis prefeitos, além de uma base construída em áreas como juventude e educação. Juntos, os dois têm bases de prefeituras em quase 30% dos municípios de Alagoas. Além disso, têm apoios em praticamente todos os 102 municípios.
Rafael Brito ainda conta um bom desempenho nas redes sociais e a expectativa de que poderá ser o mais votado do centro e centro esquerda em Maceió.
A expectativa de interlocutores do partido é que Isnaldo e Rafael possam somar cerca de 200 mil votos. Se isso acontecer, a segunda vaga do MDB ficaria muito próxima. A terceira dependeria do desempenho do restante da chapa.
É aí que entram nomes como Gilberto Gonçalves, o GG, Tereza Nelma, Renato Filho, pastora Cláudia Balbino, Galba Novaes, Cristiano Matheus e outros candidatos. A conta feita por aliados é simples: se quatro desses nomes chegarem perto da faixa dos 30 mil votos, o MDB passa a brigar de verdade pela terceira cadeira.
“Essa vaga nunca esteve tão próxima. É possível sair para o MDB. Quem passar de 30 mil votos terá chance real de entrar na Câmara dos Deputados”, disse ao blog um importante interlocutor da chapa.
Cenário
A eleição federal em Alagoas tem nove vagas. Hoje, a tendência mais forte aponta a União Progressista com quatro cadeiras. A partir daí, MDB e PSD disputam o espaço seguinte. Cada um trabalha para fazer duas vagas e tentar chegar à terceira.
A dificuldade das chapas menores muda o jogo. Se Federação Brasil, Renovação Solidária e PSDB/Cidadania não alcançarem votação suficiente para entrar na divisão final, a sobra tende a favorecer uma das chapas mais estruturadas.
Nesse cenário, MDB e PSD passam a disputar a cadeira que pode definir a nova correlação de forças da bancada federal de Alagoas.
A diferença é de composição. O PSD aposta em Luciano Amaral como grande puxador e numa briga forte entre nomes conhecidos pela segunda vaga. O MDB aposta em dois puxadores, Isnaldo e Rafael, e numa chapa intermediária que precisa acreditar na possibilidade da terceira cadeira.
