Eleições 2026
AtlasIntel nega indução de entrevistados após suspensão de pesquisa pelo TSE
Na decisão, Nunes Marques aponta uma suposta indução dos entrevistados durante a pesquisa, que registrou redução superior a sete pontos percentuais para o pré-candidato do PL à Presidência
O AtlasIntel, instituto conhecido por suas pesquisas eleitorais no Brasil, contestou nesta segunda-feira (8) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu um levantamento realizado pela organização e indicou queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL).
Na decisão, Nunes Marques aponta uma suposta indução dos entrevistados durante a pesquisa, que registrou redução superior a sete pontos percentuais para o pré-candidato do PL à Presidência. O AtlasIntel, porém, rejeitou a alegação feita pelo presidente do TSE.
Segundo o instituto, a etapa do estudo em que o entrevistado indicava sua intenção de voto foi concluída antes da exibição de áudios em que Flávio Bolsonaro pede recursos ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro, "Dark Horse".
"O questionário principal foi integralmente concluído e submetido antes de qualquer contato do participante com o conteúdo audiovisual. Não houve qualquer tipo de indução aos entrevistados."
De acordo com o AtlasIntel, o mecanismo Atlas VRC (Curva de Reação em Vídeo, em inglês) serve para medir em tempo real a reação dos entrevistados a determinados conteúdos, sem relação com as pesquisas eleitorais tradicionais.
Em nota, o instituto ressaltou ainda que os resultados da pesquisa suspensa por Nunes Marques são compatíveis com os de outros levantamentos realizados após a divulgação dos áudios.


