Economia

Alagoas é o segundo estado com maior geração de empregos industriais no Nordeste em setembro

Estado registrou saldo de 11,1 mil vagas formais no mês e respondeu por 22,6% dos postos criados na Região

Por Redação 05/11/2026 14h02
Alagoas é o segundo estado com maior geração de empregos industriais no Nordeste em setembro
Dados são da Coordenação de Estudos e Pesquisas da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) - Foto: Reprodução

Alagoas foi o segundo estado do Nordeste que mais gerou empregos com carteira assinada em setembro, com saldo de 11.110 postos de trabalho. O resultado ficou atrás apenas de Pernambuco, que registrou 13.371 vagas, e colocou o estado entre os principais responsáveis pelo desempenho positivo do mercado de trabalho regional. Os dados são da Coordenação de Estudos e Pesquisas da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (4).

No conjunto dos nove estados nordestinos, foram criados 49.142 empregos formais em setembro, resultado de 337.409 admissões e 288.267 desligamentos. O número representa 40,5% das 121.305 vagas abertas em todo o Brasil no período. Alagoas, Pernambuco e Bahia, que registrou saldo de 9.626 postos, concentraram 69,3% das oportunidades geradas na Região.

Todos os estados nordestinos apresentaram saldo positivo. Além dos três primeiros colocados, o Ceará contabilizou 5.156 vagas, a Paraíba teve 3.895, Sergipe registrou 3.668, o Rio Grande do Norte somou 879, o Piauí teve 783 e o Maranhão, 654.

Indústria em destaque


A indústria foi o setor que mais contribuiu para a abertura de vagas no Nordeste, com 17.899 novos postos, correspondentes a 36,4% do saldo regional. Desse total, 16.384 foram gerados pela indústria de transformação, que representou 91,5% do resultado industrial.

Alagoas liderou a geração de empregos na indústria, com 7.980 vagas, seguido por Pernambuco, com 5.890. Juntos, os dois estados responderam por 77,5% do saldo do setor na Região. Bahia (2.055), Sergipe (1.203), Ceará (690), Paraíba (586), Rio Grande do Norte (133) e Piauí (85) também apresentaram resultados positivos. O Maranhão foi o único estado com saldo negativo, com 723 postos a menos.

O setor de serviços ficou na segunda posição entre as atividades que mais empregaram, com 15.193 novas vagas. Os principais resultados foram registrados nas áreas de Saúde Humana e Serviços Sociais, com 4.257 postos, e Transporte, Armazenagem e Correio, com 2.667. Na primeira atividade, a Bahia concentrou 2.376 vagas, o equivalente a 55,8% do saldo nordestino.

A construção civil registrou 5.556 novos empregos, com liderança da Bahia (1.914) e de Pernambuco (1.903). Já o comércio contabilizou saldo de 5.430 postos, impulsionado principalmente pela Bahia (1.162), Pernambuco (971) e Maranhão (841).

A agropecuária também encerrou setembro com resultado positivo, somando 5.066 vagas. Pernambuco liderou o segmento, com 2.066 postos, seguido por Alagoas, com 1.446, e Sergipe, com 1.136. Piauí e Bahia tiveram saldos negativos de 424 e 704 vagas, respectivamente.

Perfil dos trabalhadores


A população entre 18 e 24 anos concentrou o maior número de oportunidades em setembro, com 24.299 novos empregos, quase metade do saldo regional. Também houve resultados positivos entre trabalhadores de 40 a 49 anos (7.740), de 30 a 39 anos (6.885) e de 25 a 29 anos (5.606). A única faixa etária com saldo negativo foi a de pessoas com 65 anos ou mais, que registrou 593 postos a menos.

Em relação à escolaridade, os trabalhadores com ensino médio completo lideraram a geração de empregos, com 28.996 vagas. Na sequência, apareceram aqueles com até a 5ª série incompleta, que somaram 5.963 postos, e os grupos com ensino médio incompleto e escolaridade entre a 6ª e a 9ª série do ensino fundamental, ambos com 3.494 vagas.

A distribuição por gênero apontou maior participação masculina na ocupação dos novos postos. Os homens preencheram 35.578 vagas, equivalentes a 72,4% do saldo, enquanto as mulheres ocuparam 13.564, ou 27,6%.

A remuneração média dos homens admitidos foi de R$ 2.121,50, enquanto a das mulheres ficou em R$ 1.984,18. A diferença entre os valores foi de R$ 137,32.

Balanço do ano


Entre janeiro e setembro, o Nordeste acumulou saldo positivo de 261.643 empregos formais, o equivalente a 20,95% do resultado nacional. A média regional foi de aproximadamente 29,1 mil vagas por mês.

No terceiro trimestre, o saldo chegou a 127.846 postos de trabalho. Apesar do resultado positivo, o número representa uma redução de 27% em comparação com o mesmo período de 2025. A média mensal entre julho e setembro foi de aproximadamente 42,6 mil empregos.

Os dados da Sudene também mostram o desempenho de territórios estratégicos para o desenvolvimento regional. Os municípios situados na área de atuação da Superintendência registraram saldo de 50.999 empregos em setembro, correspondente a 42% do resultado nacional. No Semiárido, foram abertas 12.285 vagas, enquanto os municípios localizados no bioma Caatinga contabilizaram 10.492 novos postos de trabalho.

As informações estão disponíveis na plataforma Data Nordeste.

*Com informações da assessoria