Economia

Datafolha: 60% esperam melhora da economia brasileira nos próximos meses

Percentual subiu de 36% em junho para outubro; expectativa positiva também cresceu em relação à situação financeira pessoal dos entrevistados

Por Redação 25/10/2026 16h04
Datafolha: 60% esperam melhora da economia brasileira nos próximos meses
Datafolha: 60% esperam melhora da economia brasileira nos próximos meses - Foto: Reprodução

A parcela de brasileiros que acredita em uma melhora da situação econômica do país nos próximos seis meses passou de 36% em junho para 60% em outubro, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (23). O percentual é o maior desde outubro de 2022, quando chegou a 62%. Já a expectativa de piora caiu para 12%, o menor índice da série histórica, iniciada em 2019.


De acordo com o levantamento, 19% dos entrevistados acreditam que a economia permanecerá como está nos próximos seis meses. Em junho, esse percentual era de 32%. A expectativa de piora recuou de 26% para 12% no mesmo período.


A perspectiva positiva aparece entre eleitores dos dois candidatos à Presidência. Entre os que declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL), 60% esperam melhora da economia brasileira. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice chega a 66%.


A expectativa também varia conforme a escolaridade e a região. Entre pessoas com ensino fundamental, 67% acreditam em uma melhora, ante 51% entre aquelas com curso superior. Nas regiões Centro-Oeste e Norte, o percentual é de 68%; no Nordeste, 66%; no Sudeste, 56%; e no Sul, 55%.


Expectativa de melhora na vida pessoal


A pesquisa também identificou aumento no otimismo em relação à situação financeira individual. Para 66% dos entrevistados, a própria condição econômica deve melhorar nos próximos seis meses. Em junho, eram 51%.


Outros 25% acreditam que a situação permanecerá igual, ante 35% no levantamento anterior. Já 5% esperam uma piora, percentual que era de 12% em junho.


A expectativa de melhora pessoal é maior entre jovens de 16 a 24 anos, grupo no qual chega a 72%, do que entre pessoas com 60 anos ou mais, cujo índice é de 56%. Entre os homens, o percentual é de 69%, enquanto entre as mulheres é de 63%.


A diferença também aparece entre os eleitorados dos candidatos à Presidência: 70% dos eleitores de Lula esperam melhora na própria situação econômica, contra 65% dos que declaram voto em Flávio Bolsonaro.


Percepção sobre os últimos seis meses


Apesar do aumento das expectativas positivas para o futuro, 43% dos entrevistados afirmam que a situação econômica do país piorou nos seis meses anteriores à pesquisa. Em junho, eram 45%.


Para 31%, a situação permaneceu igual, enquanto 25% consideram que houve melhora. Os índices eram de 32% e 22%, respectivamente, no levantamento anterior. Outros 1% não souberam responder.


Quando questionados sobre a própria vida financeira no mesmo período, 38% disseram que a situação permaneceu estável. O percentual era de 39% em junho. Já 33% afirmaram ter percebido melhora, ante 29% anteriormente, enquanto 29% relataram piora, contra 31% no levantamento anterior.


Disputa presidencial


O Datafolha também divulgou, na quinta-feira (22), uma pesquisa sobre a disputa presidencial que apontou empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula na reta final do segundo turno.


Flávio aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Lula tem 46%. Brancos e nulos somam 5%, e 2% dos entrevistados estão indecisos.


Na contagem dos votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos, os dois candidatos têm 50% cada. Esse é o critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado da eleição.


O levantamento sobre as expectativas econômicas foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. O instituto ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-09709/2026.