Economia

Maceió registra alta nos preços e metro quadrado chega a R$ 10 mil

Em Maceió, o avanço do financiamento caminha junto com a alta nos preços dos imóveis residenciais

Por Redação 20/10/2026 10h10 - Atualizado em 20/10/2026 10h10
Maceió registra alta nos preços e metro quadrado chega a R$ 10 mil
Especialista destaca valorização de imóveis e dicas para investidores - Foto: Reprodução

O mercado imobiliário brasileiro registrou alta de 37,5% nas operações de crédito entre janeiro e agosto de 2026, somando R$ 132,5 bilhões financiados por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), segundo dados da Abecip. O volume foi impulsionado pela liberação de depósitos compulsórios pelos bancos e financiou 384,6 mil imóveis no país, mesmo em um cenário de juros ainda elevados, com a taxa Selic a 13,75% ao ano definida pelo Banco Central em setembro.

Em Maceió, o avanço do financiamento caminha junto com a alta nos preços dos imóveis residenciais. O Índice FipeZAP de setembro apontou valorização de 5,41% em 12 meses na capital alagoana, com preço médio de R$ 10.061 por metro quadrado, chegando a R$ 11.729 no bairro da Ponta Verde.

Para o especialista Lauro Braga, fundador da Jarvis Inteligência Imobiliária, a queda nos juros facilita o acesso ao financiamento, mas não provoca queda nos preços. Segundo ele, o estímulo à procura gerado pelo crédito mais acessível, somado a uma oferta que muitas vezes não acompanha essa demanda, pode manter os valores em alta. Por isso, ele destaca que o investidor deve analisar o potencial de renda e a valorização do bem, e não apenas as taxas de juros.

Como exemplo, Braga cita um apartamento de dois quartos na Ponta Verde comprado por R$ 440 mil há três anos, que hoje possui valor de mercado superior a R$ 800 mil, uma valorização patrimonial estimada em mais de 81%. Além disso, a unidade tem potencial de gerar cerca de R$ 100 mil líquidos anuais com locação por temporada. O especialista ressalta, contudo, que esse desempenho é um caso específico e que a rentabilidade real depende de uma boa compra e da demanda local.

Para calcular o retorno de um imóvel voltado para locação por temporada, é necessário descontar os custos operacionais da atividade, como condomínio, taxas de limpeza, manutenção, energia, tributos e períodos de baixa ocupação, além das parcelas de eventuais financiamentos. Braga alerta que tarifas altas praticadas apenas na temporada de verão não asseguram lucro o ano todo, sendo indispensável avaliar a taxa de ocupação real e as despesas de manutenção.

Por fim, o especialista reforça que a decisão de compra deve ser estratégica e considerar o cenário macroeconômico completo, unindo a evolução do crédito, os preços de mercado e a demanda por aluguel para garantir que o patrimônio realmente entregue valorização e geração de renda ao proprietário.