Política

Inquérito no STF preocupa campanha de Flávio Bolsonaro

Investigação apura suspeitas relacionadas a Willer Tomaz e o senador

Por Redação* 20/10/2026 10h10 - Atualizado em 20/10/2026 11h11
Inquérito no STF preocupa campanha de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro - Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

A abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) provocou preocupação entre integrantes de sua campanha na reta final da disputa eleitoral. O caso foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes e apura uma suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar.

Segundo informações da campanha, o procedimento chegou ao STF em 8 de outubro, foi registrado e distribuído a Moraes no dia 16. Aliados do candidato avaliam que a tramitação ocorreu em ritmo incomum e temem que uma decisão do ministro seja tomada antes do segundo turno.

Como a investigação tramita sob sigilo, não há informações públicas suficientes para confirmar o andamento das diligências mencionadas por integrantes da campanha.

O inquérito apura suspeitas relacionadas a Willer Tomaz, que teria obtido autorização para operar uma empresa de apostas durante o governo de Cláudio Castro, no Rio de Janeiro. O nome de Flávio teria aparecido em mensagens trocadas com o advogado, levando o caso ao Supremo.

Aliados do senador afirmam que a relação de amizade entre os dois explica a troca de mensagens e negam envolvimento do candidato em irregularidades.

Em nota, Willer Tomaz também negou irregularidades, informou que pediu acesso ao processo e declarou que prestará esclarecimentos. O advogado afirmou ainda que mantém uma relação de amizade com Flávio Bolsonaro e que isso não constitui crime.

Nos bastidores da campanha, há avaliações divergentes sobre os possíveis efeitos políticos do caso. Enquanto parte dos aliados teme que uma decisão às vésperas da votação prejudique o candidato, outros consideram que uma eventual atuação ostensiva contra Flávio poderia gerar reação favorável ao senador, como, segundo eles, teria ocorrido durante o primeiro turno.

Também existe, entre integrantes da campanha, a hipótese de que o caso permaneça sem decisões imediatas e ganhe relevância em eventuais negociações políticas futuras. Essas avaliações, porém, não indicam quais serão os próximos passos do ministro ou da investigação.

*Informações de CNN