Economia

Caixa já renegociou R$ 820 milhões em dívidas no novo Desenrola Brasil

Lançado em 4 de maio pelo governo federal, o programa Desenrola Brasil tem como objetivo auxiliar famílias, estudantes e pequenos empreendedores

Por Agência Brasil 15/05/2026 14h02
Caixa já renegociou R$ 820 milhões em dívidas no novo Desenrola Brasil
Lançado em 4 de maio pelo governo federal, o programa Desenrola Brasil tem como objetivo auxiliar famílias, estudantes e pequenos empreendedores - Foto: Reprodução

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, anunciou nesta sexta-feira (15), em São Paulo, que o banco já renegociou R$ 820 milhões em dívidas por meio do novo Desenrola Brasil.

Lançado em 4 de maio pelo governo federal, o programa Desenrola Brasil tem como objetivo auxiliar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar dívidas, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito.

A nova fase do Desenrola terá duração de 90 dias, com descontos de até 90%, juros reduzidos e possibilidade de uso do FGTS para abater dívidas. O uso do saldo do FGTS para essa finalidade deve começar em breve, a partir de 25 de maio, segundo a diretoria da Caixa.

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia informado que o programa Desenrola 2.0 estava próximo de atingir R$ 1 bilhão em débitos renegociados.

Ataques cibernéticos

Durante a apresentação do balanço trimestral, Vieira revelou que a Caixa registrou no ano passado um prejuízo de cerca de R$ 20 milhões no aplicativo Caixa Tem, causado por fraudes decorrentes de ataques cibernéticos.

Em resposta, o banco tem intensificado os investimentos em tecnologia, com previsão de aplicar R$ 5,9 bilhões apenas neste ano. “Nós estamos agora com praticamente zero de ataques no Caixa Tem”, afirmou Vieira.

Inadimplência

No primeiro trimestre de 2026, a Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões, queda de 34,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado foi impactado pelo aumento nas provisões para perdas com crédito, em razão das novas regras regulatórias do Banco Central para cobertura de risco de inadimplência.

Apesar da redução no lucro, a Caixa manteve o crescimento da carteira de crédito, impulsionado principalmente pelo financiamento imobiliário, setor em que o banco segue líder no país. A carteira totalizou R$ 1,4 trilhão.

A inadimplência encerrou o trimestre em 3,71%. Segundo a diretoria, os níveis de inadimplência permanecem sob controle nas carteiras de crédito imobiliário e comercial (pessoa física e jurídica), mas o setor do agronegócio inspira cautela.

“Nós temos uma expectativa de que, ainda este ano, tenhamos impactos na nossa provisão relacionados ao agro”, afirmou Henriete Sartori, vice-presidente de Riscos da Caixa. “O cenário não é simples, mas já percebemos um arrefecimento da curva de crescimento da inadimplência”, completou.