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Erupção do supervulcão de Yellowstone pode reduzir temperatura global
A avaliação é da cientista climática americana Kristina Dahl, vice-presidente da Climate Central, em entrevista à Sputnik
A erupção do supervulcão de Yellowstone tem potencial para reduzir a temperatura média global, porém, dificilmente ultrapassaria uma queda de 1,5 grau Celsius. A avaliação é da cientista climática americana Kristina Dahl, vice-presidente da Climate Central, em entrevista à Sputnik.
Em julho, um terremoto de magnitude 3,3 — o mais intenso registrado este ano — foi detectado nas proximidades da caldeira do supervulcão de Yellowstone, seguido por outros 11 tremores de menor intensidade. Pesquisadores avaliam que o vulcão gigante pode estar mais próximo de uma erupção do que se imaginava anteriormente.
"Pesquisas recentes mostraram que supererupções, independentemente da sua escala, são improváveis de causar um resfriamento superior a 1,5 grau", explicou Dahl.
Segundo a climatologista, a intensidade e a duração desse resfriamento dependeriam das características específicas da erupção. Ela ressalta, no entanto, que os efeitos das principais erupções conhecidas foram passageiros e não atingiram o patamar citado.
"A erupção do vulcão Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, provocou um resfriamento de cerca de 0,6 grau, que durou aproximadamente 15 meses", lembrou a especialista.
A caldeira de Yellowstone já registrou três erupções de grande magnitude nos últimos 2,1 milhões de anos. Entretanto, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, não há indícios de que um evento semelhante esteja prestes a ocorrer, sendo a probabilidade considerada extremamente baixa.
Por Sputnik Brasil
