Economia

Petrobras retoma fábrica de fertilizantes e avalia recompra da refinaria de Mataripe

De acordo com a estatal, o retorno das obras na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III foi autorizado pelo Conselho de Administração em outubro de 2024

Por Sputnik Brasil com Redação 14/04/2026 06h06
Petrobras retoma fábrica de fertilizantes e avalia recompra da refinaria de Mataripe
Foto: © Foto / Mauricio Hallberg Teixeira / Agência Petrobras

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (13) a aprovação da retomada das obras da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas (MS), marcando um novo ciclo de investimentos no setor.

De acordo com a estatal, o retorno das obras na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III foi autorizado pelo Conselho de Administração em outubro de 2024. Com os estudos de viabilidade técnica e econômica concluídos, o projeto agora será efetivamente executado.

A previsão é que a fábrica seja concluída em 2029, com um aporte estimado em US$ 1 bilhão. A expectativa é de que a iniciativa gere mais de 8 mil empregos diretos e indiretos ao longo dos próximos três anos.

Outro destaque envolvendo a Petrobras é a possível recompra da refinaria de Mataripe, localizada em São Francisco do Conde (BA) e atualmente sob controle do fundo soberano Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos. Fontes consultadas pela Reuters afirmam que um acordo pode ser firmado até o final deste ano.

Mataripe é a segunda maior refinaria do Brasil, mas atualmente opera com cerca de 60% da capacidade instalada, enquanto as refinarias da Petrobras seguem operando em capacidade máxima para ampliar a produção nacional, segundo fontes do setor.

Os planos de ampliação da capacidade de refino da Petrobras ganharam ainda mais urgência após o recente conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que elevou os preços globais do diesel. O aumento afeta diretamente os consumidores brasileiros, já que o país importa aproximadamente um quarto de sua demanda total do combustível.

A alta dos preços dos combustíveis tornou-se uma preocupação central para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente às vésperas da eleição presidencial de outubro, quando ele tentará um quarto mandato não consecutivo.