Economia

Acordo entre Mercosul e União Europeia busca gerar desenvolvimento e reduzir desigualdades

Presidente Lula e Ursula von der Leyen cometam sobre acordo histórico que aposta no multilateralismo internacional

Por Redação 16/01/2026 15h03 - Atualizado em 16/01/2026 17h05
Acordo entre Mercosul e União Europeia busca gerar desenvolvimento e reduzir desigualdades
Presidente Lula e Ursula von der Leyen se reúnem no Rio de Janeiro para discutir sobre o acordo Mercosul-UE - Foto: Reprodução/Agência Gov

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Ursula von der Leyen, presidente da União Europeia, e fez uma declaração à imprensa nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, sobre o acordo histórico entre Mercosul e os países da UE.

Lula afirmou que o acordo é uma forma de promover o multilateralismo internacional a partir da parceria e abertura comercial com o bloco econômico europeu, com o intuito de promover também o desenvolvimento sustentável e a redução das desigualdades.

Em seu discurso, o presidente brasileiro reforçou que restaurar a parceria com a União Europeia sempre foi uma prioridade desde o início do seu terceiro mandato. 

Segundo Lula, "amanhã, em Assunção, faremos história ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB de mais de US$ 22 trilhões. Esta é uma parceria baseada no multilateralismo".

O presidente disse que o intuito de tal acordo é ampliar as oportunidades comerciais e de investimentos sem comprometer as áreas de saúde, desenvolvimento industrial, inovação e agricultura familiar. Além disso, reafirmou que o Brasil não se limitará mais em ser apenas exportador de commodities e que o país passará a produzir e vender bens industriais de maior valor agregado.

No seu terceiro mandato, Lula fez com que o Mercosul concluísse três acordos: com a União Europeia, com o EFTA e com Cingapura. Conforme o que foi declarado pelo presidente, o acordo que será assinado amanhã (17) "é bom para o Brasil, é bom para o MERCOSUL, é bom para a Europa. E é bom sobretudo para o mundo e para multilateralismo".