Polícia
Palhaço acusado por estudantes da Ufal nega assédio em vídeo
Homem diz que entrou em salas com autorização e afirma não ter cometido crime
O homem fantasiado de palhaço que foi denunciado por estudantes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) após um episódio ocorrido na última quinta-feira (12) se manifestou nas redes sociais e negou ter cometido qualquer tipo de assédio contra alunos da instituição.
O caso aconteceu no campus Campus A.C. Simões, em Maceió, e ganhou grande repercussão entre estudantes após relatos de comportamentos considerados inadequados dentro de salas de aula.
Em vídeo publicado na internet, o homem afirmou que sempre solicitou autorização dos professores antes de entrar nas turmas e que sua presença fazia parte de uma atividade artística e educacional que realiza há anos. Segundo ele, não houve invasão de espaços nem qualquer atitude desrespeitosa.
Ainda na gravação, ele declarou que as acusações de assédio e importunação sexual são infundadas. O artista afirmou que não praticou atos obscenos nem tentou constranger estudantes durante sua passagem pelas salas de aula.
As denúncias surgiram depois que alunos relataram que o homem teria entrado em diferentes turmas caracterizado como palhaço, portando um martelo de plástico e simulando “marteladas” na cabeça de estudantes de forma aleatória.
Alguns relatos também apontam que ele teria tentado beijar alunos e feito comentários considerados de conotação sexual.
Diante da situação, estudantes acionaram a segurança patrimonial da universidade, que retirou o homem das dependências do campus.
Alunos que afirmam ter sido vítimas registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil de Alagoas para que o caso seja investigado.
Em nota, a Universidade Federal de Alagoas informou que foi acionada pelos estudantes durante o ocorrido e prestou o apoio necessário por meio de sua equipe de segurança. O episódio segue sob apuração das autoridades competentes.


