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Peixe de pedra de 7.600 anos é descoberto em sepultamento neolítico
Segundo datação por radiocarbono realizada em um dente humano encontrado no local, o complexo possui aproximadamente 7.600 anos
Arqueólogos russos localizaram uma escultura de peixe, talhada em xisto cinzento, durante a análise de um sepultamento do início do Neolítico no complexo funerário Khuzhir-Nuge-IX, na região de Irkutsk.
Segundo datação por radiocarbono realizada em um dente humano encontrado no local, o complexo possui aproximadamente 7.600 anos. O sítio integra o conjunto de monumentos funerários da cultura arqueológica de Kitoi, que abrigou caçadores e pescadores próximos ao lago Baikal há cerca de 7.000 a 8.000 anos, conforme aponta o estudo.
O túmulo era um poço oval, no qual o falecido foi depositado de lado, com os joelhos dobrados. Durante o ritual, foi utilizado ocre vermelho e, sobre o sepultamento, ergueu-se uma borda protetora de grandes pedras. O esqueleto, porém, estava mal preservado, impossibilitando a identificação do sexo e da idade da pessoa enterrada.

O artefato mede 4,85 cm de comprimento, 1,3 cm de altura e 0,6 cm de espessura. Apesar do tamanho reduzido, a peça foi esculpida com precisão: a parte dorsal foi demarcada, a boca entalhada e pequenos sulcos indicam os olhos.
Artefatos semelhantes, já encontrados na região, eram interpretados como iscas artificiais para pesca de predadores em embarcações. Entretanto, em Khuzhir-Nuge IX, o peixe de pedra foi incluído intencionalmente no inventário funerário. Os sepultamentos da cultura Kitoi costumam apresentar ferramentas e objetos ligados às atividades cotidianas, mas sua presença não indica necessariamente uso apenas utilitário. O item pode representar as atividades, o status do falecido ou integrar tradições funerárias mais amplas. O significado simbólico ou ritualístico do objeto, porém, ainda é incerto.
