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Massacre romano: esqueletos de 150 soldados revelam ferimentos incomuns
Material estava em uma vala comum encontrada sob um campo de futebol em Viena
Novas descobertas sobre um antigo e violento conflito que vitimou dezenas de jovens há quase dois mil anos estão sendo reveladas a partir de uma vala comum romana encontrada sob um campo de futebol em Viena, segundo o portal Arkeonews.
A análise dos restos mortais aponta para um padrão incomum de lesões na região pélvica, com ferimentos ocorrendo em frequência muito superior ao esperado pelos pesquisadores.
"Os arqueólogos escavaram 129 esqueletos, completos ou não, em um poço raso de aproximadamente 5 x 4,5 metros. A presença de ossos adicionais deslocados sugere que o número original de mortos pode ter chegado a cerca de 150", destaca a publicação.
De acordo com a matéria, os corpos foram enterrados às pressas em uma vala comum fora das fortificações romanas, às margens do rio Danúbio, no final do século I ou início do século II d.C.
Os esqueletos estavam dispostos de forma desordenada, com membros entrelaçados e sem camadas de sedimentos separando-os, cobertos rapidamente – um procedimento que contrasta com as práticas usuais de cremação adotadas na época.
Equipamentos militares encontrados junto aos restos mortais, como cabeças de lança, fragmentos de armaduras de escamas, partes de capacetes e uma adaga datada do século I ou início do século II d.C., confirmam a identidade militar dos indivíduos e ajudam a datar o evento.
No entanto, não há registros escritos de sobreviventes que descrevam esse conflito específico, segundo o artigo.
Localizada entre dois postos militares romanos em uma região de fronteira instável, a vala pode representar um episódio não documentado das guerras do período.
Alguns especialistas sugerem que uma derrota como essa pode ter levado Roma a reforçar suas fronteiras posteriormente, embora essa hipótese ainda seja especulativa.
Enquanto futuros estudos de DNA e isótopos podem esclarecer a origem geográfica dos soldados, por ora, o enterro caótico e as marcas de violência nos ossos são as evidências mais claras de um massacre esquecido que ficou fora dos registros da história romana.
Por Sputnik Brasil
