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Escavação revela armas utilizadas por princesas do Egito e seus significados

Por Sputnik Brasil 18/07/2026 14h02 - Atualizado em 18/07/2026 14h02
Escavação revela armas utilizadas por princesas do Egito e seus significados
Foto: © Foto / Instituto de Cultura Oriental e Mediterrânea da Academia de Ciências Polonesa

Um estudo recente sobre esqueletos reais encontrados em Dashur sugere que as armas enterradas junto às princesas do Antigo Egito, como arcos, flechas e punhais, não eram apenas símbolos de status, mas instrumentos que essas mulheres realmente utilizavam e com os quais treinavam durante a vida. A pesquisa foi publicada pela revista Archaeology News.

De acordo com a publicação, os pesquisadores reanalisaram os restos mortais de seis membros da família real egípcia do final do Império Médio, datados entre 1850 e 1700 a.C.

“Quatro delas eram filhas do faraó Amenemhat II. Foram sepultadas em câmaras subterrâneas idênticas, acompanhadas de objetos normalmente associados a guerreiros do sexo masculino, como arcos, flechas e armas de fabricação refinada. O túmulo da princesa Ita, inclusive, continha uma adaga ornamentada, levantando a questão se esses itens tinham função real ou apenas cerimonial”, detalha a matéria.

O estudo reexaminou um grupo de restos mortais da realeza, descobertos na década de 1890 e redescobertos no acervo de um museu em 2020, utilizando análises ósseas, imagens de raios X e testes químicos dos materiais de embalsamamento.

As análises esqueléticas mostraram pontos de inserção muscular acentuados nos ombros e braços de várias mulheres, compatíveis com o uso frequente de arcos e outras armas ao longo dos anos.

Fraturas consolidadas e outras lesões indicam que elas receberam cuidados médicos especializados, enquanto sinais de deficiência nutricional na infância e doenças metabólicas na vida adulta apontam para históricos de saúde variados entre o grupo.

Características raras em comum na coluna vertebral e no desenvolvimento sugerem laços biológicos próximos entre as princesas. A análise química revelou que todas foram embalsamadas com a mesma mistura.

No geral, o estudo conclui que as armas enterradas com essas mulheres da realeza refletem um uso e treinamento ativos, e não apenas um status simbólico.