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Crise no STF expõe divergências na OAB sobre afastamento de Moraes e Gonet

O Conselho Federal da OAB adota postura cautelosa, defendendo respeito ao devido processo legal, à presunção de inocência e ao direito à ampla defesa

Por Sputnik Brasil com Redação 07/09/2026 16h04
Crise no STF expõe divergências na OAB sobre afastamento de Moraes e Gonet
Foto: © Divulgação / Acessar o banco de imagens

A crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em razão da relação com Daniel Vorcaro, dono do banco Master, provocou um racha inédito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O Conselho Federal da OAB adota postura cautelosa, defendendo respeito ao devido processo legal, à presunção de inocência e ao direito à ampla defesa. Esse posicionamento é acompanhado por seccionais como Rio de Janeiro, Mato Grosso, Pará, Goiás, Pernambuco, Amazonas, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte.

Em contrapartida, outras unidades estaduais da OAB têm se manifestado publicamente a favor do afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes e de Gonet. As seccionais do Paraná, Santa Catarina, Ceará e Rondônia divulgaram notas defendendo medidas para preservar a credibilidade do Sistema de Justiça, incluindo o afastamento dos envolvidos enquanto durarem as investigações.

A OAB-PR argumenta que a permanência das autoridades investigadas pode comprometer a autoridade do Judiciário e do Ministério Público, além de colocar em risco a credibilidade das instituições. Já a OAB-SC afirmou que cobrará as mesmas medidas aplicadas a outras autoridades investigadas, enquanto a OAB-CE entende que o afastamento é necessário para resgatar a serenidade do STF. A OAB-RO também defende expressamente o afastamento de Moraes durante as apurações.

No Rio Grande do Sul, a seccional classificou o caso como "a mais grave crise institucional desde a redemocratização" e pediu tanto o afastamento quanto a abertura de investigação formal contra Moraes e Gonet.

Por sua vez, a OAB-ES avaliou como "extremamente graves" as informações envolvendo Moraes, Gonet e Vorcaro, mas não chegou a sugerir o afastamento.

Até o momento, as seccionais do Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Maranhão, Piauí, Roraima, Sergipe, São Paulo e Tocantins ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso.

Por Sputinik Brasil