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Fósseis reencontrados confirmam que megalodon podia atingir mais de 24 metros

As vértebras estavam perdidas desde a década de 80, e seu reaparecimento permitiu novos estudos e descobertas sobre o monstruoso tubarão

Por Redação 07/07/2026 13h01
Fósseis reencontrados confirmam que megalodon podia atingir mais de 24 metros
Ilustração - Foto: Magnific

Um conjunto de vértebras do megalodon (Otodus megalodon), considerado o maior tubarão que já existiu, foi reencontrado décadas após desaparecer e permitiu aos cientistas confirmar que o predador podia alcançar até 24,3 metros de comprimento. Para se ter uma ideia, esse tamanho equivalente a cerca de dois ônibus enfileirados.

Os fósseis, datados de aproximadamente 10,8 milhões de anos, foram descobertos originalmente em 1978 na Formação de Gram, uma pedreira localizada na Dinamarca. Entre as 20 vértebras encontradas, uma delas media 23 centímetros de diâmetro, a maior já registrada para um tubarão.

As peças serviram como base para estimativas sobre o tamanho máximo do megalodon, mas acabaram sendo extraviadas em 1989 durante a transferência entre depósitos. Desde então, eram consideradas perdidas, restando apenas registros fotográficos.

Os fósseis reapareceram apenas no fim da década de 2010, quando um funcionário do Museu de História Natural da Dinamarca encontrou uma caixa com ossos misturados e suspeitou que se tratasse das vértebras do animal. Após análise, a identidade do material foi confirmada.

O estudo mais recente, conduzido por pesquisadores da Universidade DePaul, nos Estados Unidos, utilizou as vértebras para revisar as estimativas sobre o megalodon. Os resultados foram publicados em maio na revista Palaeontologia Electronica.

Além de confirmar que o tubarão podia atingir 24,3 metros de comprimento, os pesquisadores utilizaram microtomografia computadorizada para analisar as marcas de crescimento nas vértebras. A técnica indicou que o animal morreu aos 64 anos e poderia viver até cerca de 96 anos.

Segundo o autor principal da pesquisa, Kenshu Shimada, o espécime possui a maior vértebra de tubarão já registrada e também a maior vértebra de peixe conhecida até hoje. Os cientistas destacam ainda que o reencontro dos fósseis reforça a importância das coleções de museus, que podem guardar materiais valiosos para novas descobertas sobre a fauna pré-histórica.

*Informações de Metrópoles Ciência