Ciência, tecnologia e inovação
Pesquisadores da USP criam sensor capaz de detectar ozônio no ar
Dispositivo de alta performance utiliza combinação estratégica de nanomoléculas e uma estrutura semelhante a um "sanduíche"
Um novo modelo de sensor capaz de detectar ozônio (O₃) na atmosfera foi desenvolvido recentemente por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP.
A detecção é realizada com elevada eficiência e estabilidade e é feita através de um dispositivo que utiliza combinação estratégica de óxido de grafeno reduzido (rGO) e óxido de zinco (ZnO) organizados em uma estrutura semelhante a um "sanduíche".
Essa estrutura, segundo especialistas, preserva as propriedades do material por mais tempo.
O principal desafio para a criação de dispositivos de monitoramento era a degradação dos sensores ao entrarem em contato direto com o gás.
De acordo com o estudo publicado na revista científica Chemosensors, o sensor apresentou alta seletividade, sendo capaz de distinguir o ozônio de outros gases comuns na atmosfera, como monóxido de carbono e amônia.
Além disso, a composição permitiu que o sensor operasse em temperaturas reduzidas, o que aumenta sua eficiência energética e vida útil, sem apresentar sinais de desgaste durante os testes laboratoriais.
O projeto, coordenado pelo professor Valmor Roberto Mastelaro e apoiado pela Fapesp, entrou em uma fase de testes para reduzir ainda mias a temperatura de operação e explorar o uso de outros dispositivios na detecçãode gases poluentes.
A nova tecnologia tem potencial para ser aplicada em estações de medição da qualidade do ar ou integrada a dispositivos portáteis para controle ambiental em tempo real.

