Agro
Safra de grãos deve bater recorde de 358 milhões de toneladas
Produção brasileira cresce impulsionada por soja, milho e sorgo, segundo levantamento da Conab
A safra brasileira de grãos 2025/26 deve alcançar recorde histórico e chegar a 358 milhões de toneladas, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento. O volume representa crescimento de 1,6% em relação ao ciclo anterior, com incremento estimado em 5,7 milhões de toneladas.
De acordo com o 8º Levantamento da Safra de Grãos, o resultado é impulsionado principalmente pelo desempenho da soja, do milho e do sorgo, culturas que seguem em expansão no país.
A soja lidera a produção nacional e deve atingir um marco inédito de 180,1 milhões de toneladas. A projeção supera em 978 mil toneladas a estimativa anterior, enquanto 98,3% da área plantada já foi colhida. Em comparação à safra passada, a expectativa é de crescimento de 5%, equivalente a 8,6 milhões de toneladas.
O milho também mantém desempenho positivo. Somadas as três safras, a produção deve alcançar 140,2 milhões de toneladas, consolidando a segunda maior colheita da série histórica. Apenas a primeira safra do cereal deve registrar cerca de 28,5 milhões de toneladas, avanço de 3,5 milhões em relação ao ciclo anterior.
Outro destaque do levantamento é o sorgo, cuja produção pode atingir 7,6 milhões de toneladas, alta de até 23,8%. Segundo a Conab, o crescimento está ligado ao aumento da área plantada, principalmente no Centro-Oeste, onde produtores migraram parte das áreas originalmente destinadas ao milho devido às condições climáticas.
Apesar da perspectiva positiva para os principais grãos, algumas culturas apresentam recuo. A produção de arroz está estimada em 11,1 milhões de toneladas, queda de 0,3% em relação ao levantamento anterior. Já o feijão deve registrar produção de 2,9 milhões de toneladas nas três safras, redução de 5,2% frente ao ciclo passado.
Mesmo com a diminuição na produção de arroz e feijão, a Conab afirma que não há risco de desabastecimento no mercado interno.
O algodão também apresenta retração. A expectativa é de produção próxima de 4 milhões de toneladas de pluma, queda de 2,6% em comparação à safra anterior. Já o trigo deve somar 6,4 milhões de toneladas, impactado pela redução da área plantada no Sul do país.
No mercado, a Companhia avalia que a indústria de etanol continuará impulsionando o consumo interno de milho, estimado em 94,8 milhões de toneladas. As exportações do cereal podem chegar a 46,5 milhões de toneladas, enquanto os embarques de soja devem alcançar 116 milhões de toneladas.
Para estados do Nordeste, como Alagoas, o cenário de crescimento da produção nacional tende a influenciar preços, abastecimento e movimentação do setor agropecuário, especialmente nas cadeias ligadas à alimentação animal e ao mercado de grãos.
*Com informações da Conab


