Turismo
São João aquece turismo e coloca Alagoas no mapa dos festejos
Eventos juninos no Nordeste devem bater recorde de público e renda; em Alagoas, expectativa é de hotéis cheios e forte impacto econômico
As festas juninas já transformam cidades do Nordeste em grandes polos de turismo, cultura e movimentação econômica. Em 2026, a expectativa dos estados é superar os números registrados no ano passado, com crescimento no fluxo de visitantes, aumento da ocupação hoteleira e fortalecimento do comércio local durante o período de São João.
Em Alagoas, os festejos começam a ganhar força com eventos espalhados entre o Sertão e o litoral. O município de Piranhas abriu oficialmente o calendário junino com o tradicional Forrogaço, que deve reunir mais de 30 mil pessoas e movimentar cerca de R$ 6 milhões na economia local.
Já em Maceió, o destaque é o São João Massayó, programado para acontecer entre os dias 22 e 28 de junho, no Polo Jaraguá. A expectativa da prefeitura é receber aproximadamente 700 mil pessoas durante a programação, mantendo o evento entre os maiores festejos gratuitos do país.
Em 2025, a festa movimentou mais de R$ 350 milhões, impulsionando setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio informal.
O crescimento das festas juninas em Alagoas acompanha uma tendência observada em todo o Nordeste.
Em Campina Grande, na Paraíba, o tradicional “Maior São João do Mundo” espera ultrapassar a marca de 3,5 milhões de visitantes até julho. Em Caruaru e Petrolina, em Pernambuco, as prefeituras também projetam recordes de público e aumento da circulação financeira durante o período festivo.
Além dos shows e atrações culturais, os festejos têm sido apontados como fundamentais para a preservação das tradições populares nordestinas. Quadrilhas, comidas típicas, apresentações de forró e manifestações culturais ajudam a fortalecer a identidade regional e atraem turistas brasileiros e estrangeiros.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou que os eventos juninos já se consolidaram como um dos períodos mais importantes para o setor turístico nacional.
“Os festejos movimentam a economia, geram emprego e valorizam a cultura brasileira. É um momento em que o Nordeste mostra sua força e sua tradição para o país e para o mundo”, afirmou.
Neste ano, o governo federal também intensificou ações de divulgação internacional das festas nordestinas. Em Buenos Aires, na Argentina, uma ação promocional levou apresentações juninas para a região do Obelisco, com o objetivo de estimular a vinda de turistas estrangeiros ao Brasil durante o mês de junho.
Segundo estimativas do setor, os festejos juninos devem continuar entre os maiores motores da economia brasileira, atrás apenas do Natal e do Carnaval em movimentação financeira. Em 2025, as celebrações geraram cerca de R$ 7,4 bilhões em todo o país, número que deve ser superado neste ano.


