Política

Elida Miranda lamenta retorno de Sílvio Camelo à ALE

Por Redação com Assessoria* 09/10/2026 10h10 - Atualizado em 09/10/2026 10h10
Elida Miranda lamenta retorno de Sílvio Camelo à ALE
Elida Miranda (PT) - Foto: Assessoria

A deputada estadual Elida Miranda (PT) lamentou, na quarta-feira (7), a decisão do deputado Sílvio Camelo (PV) de interromper sua licença e retornar ao exercício do mandato na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). Para a parlamentar, que ocupava a vaga desde 11 de agosto, houve quebra do acordo político firmado no âmbito da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

“Fui surpreendida pela informação do pedido de interrupção da licença do deputado Sílvio Camelo para retornar ao exercício do mandato. Não houve sequer reunião no âmbito da Federação para discussão do assunto. É uma quebra de acordo político dentro da federação”, criticou Elida, que soube da decisão na tarde de terça-feira (6), com confirmação na quarta-feira (7).

Sílvio Camelo concorreu à reeleição no último domingo e recebeu 29.398 votos, terminando como suplente. A federação elegeu três deputados estaduais: Teca Nelma, Ronaldo Medeiros e Marcos Barbosa, que conquistou a última vaga com 475 votos a mais que Camelo.

Na avaliação de Elida, o resultado eleitoral pode ter influenciado a decisão do parlamentar. “Eu acredito que, no calor da emoção, por ter perdido a eleição, por uma diferença muito pequena, o deputado Silvio Camelo decidiu retornar à Assembleia. Uma atitude desesperada, que não era o que se esperava dele”, declarou.

56 dias de mandato

Elida tomou posse na Assembleia Legislativa em 11 de agosto, após a aprovação do pedido de licença de Sílvio Camelo. Segunda suplente da federação nas eleições de 2022, ela assumiu pela primeira vez um mandato no Legislativo estadual. O acordo previa que permanecesse no cargo até 10 de dezembro.

Durante os 56 dias de atuação, a deputada apresentou propostas relacionadas à inclusão social, aos direitos das mulheres, à igualdade racial, à acessibilidade e à educação.

Entre as iniciativas estão projetos para instituir a Política Estadual de Lavanderias Públicas e Comunitárias, ampliar as cotas para negros, indígenas e quilombolas, garantir cardápios físicos em Braille em estabelecimentos comerciais e ampliar a transparência no acompanhamento da universalização das bibliotecas escolares.

A atuação também incluiu propostas de combate ao trabalho infantil, defesa das comunidades quilombolas, incentivo à participação feminina e valorização da cultura afro-brasileira.

“Cumprimos todo o nosso mandato, com o compromisso que é característico da minha trajetória política”, afirmou Elida.

Impacto político

A deputada também demonstrou preocupação com os efeitos da decisão sobre a articulação entre os partidos da federação, especialmente durante a mobilização para o segundo turno da eleição presidencial.

“Isso significa inclusive um estremecimento, uma fragilização em um momento em que a gente precisa unificar todos os esforços em torno da campanha do presidente Lula”, afirmou.

Elida ressaltou que sua manifestação não se limita a uma divergência pessoal, mas representa uma reação à falta de discussão prévia entre os integrantes da federação.

“Lamento profundamente esse cenário. Minha reação e manifestação é legítima, diante da quebra de acordo”, justificou.

A parlamentar também disse temer possíveis retaliações após tornar pública sua posição. “Espero que não haja perseguição a minha pessoa, nem aprofundamento da violência política de gênero, porque não é isso que o povo alagoano espera das pessoas públicas”, afirmou.