Política
JHC, Lira ou Gaspar: quem terá mais força política em Alagoas em 2027?
Derrotado nas eleições deste ano, Renan continuará sendo uma liderança importante do litoral ao Planalto
Presidente do Senado por quatro vezes, Renan Calheiros se tornou um dos políticos mais influentes da história recente da República e de Alagoas. Com habilidade e o poder conquistado em Brasília, construiu um forte grupo político no Estado e ajudou a eleger governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Renan foi eleito senador quatro vezes e presidiu a Casa em 2005, 2007, 2013 e 2015.
Derrotado nas eleições deste ano, Renan continuará sendo uma liderança importante do litoral ao Planalto. Mas, sem mandato a partir de 2027, perderá parte relevante da força institucional acumulada ao longo de 32 anos consecutivos no Senado.
Quem vai ocupar o espaço de maior liderança política de Alagoas? Pela regra, esse papel cabe ao governador. Mas política nem sempre segue a regra mais simples.
Hoje, JHC sai das urnas com a maior força dentro do Estaldo. Foi eleito governador, terá a mulher, Marina, no Senado, além do apoio do senador eleito Arthur Lira e de uma parcela importante da nova bancada federal. Maceió continua administrada pelo seu grupo e a vitória tende a ampliar sua capacidade de diálogo com prefeitos e lideranças do interior.
Sim, JHC será muito poderoso. Mas não necessariamente será o alagoano com maior peso político.
Arthur Lira, depois de presidir a Câmara dos Deputados entre 2021 e 2025 e se tornar um dos principais articuladores do Congresso, foi eleito senador. A direita saiu fortalecida das urnas e terá maioria ampla no novo Senado. A sucessão de Davi Alcolumbre será uma das primeiras grandes disputas de 2027, com nomes como Rogério Marinho e Tereza Cristina aparecendo nas articulações.
Lira chega à Casa com experiência, relações construídas ao longo de anos no Congresso e capacidade de articulação. Se conseguir chegar à presidência do Senado, passará a ocupar um dos postos mais importantes da República e poderá ter uma influência nacional maior do que a de qualquer governador.
Mas existe um terceiro alagoano que pode subir ainda mais alto em pouco mais de duas semanas. Alfredo Gaspar é o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno na frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%. Os dois voltam às urnas no próximo dia 25.
Se Flávio vencer, Gaspar será vice-presidente da República. Vai ocupar o Palácio do Jaburu e o segundo cargo mais alto do Poder Executivo federal.
É uma trajetória impressionante pela velocidade. Gaspar passou 24 anos no Ministério Público, foi procurador-geral de Justiça e comandou a Segurança Pública no governo Renan Filho. Em 2020, deixou o Ministério Público para disputar a Prefeitura de Maceió, chegou ao segundo turno e perdeu para JHC. Dois anos depois, foi eleito deputado federal.
Neste ano, Gaspar se preparava para disputar o Senado. Abriu mão da candidatura quando foi escolhido para ser vice de Flávio Bolsonaro. A escolha também abriu espaço para Arthur Lira na disputa ao Senado em Alagoas e foi interpretada em Brasília como um movimento que ajudava o ex-presidente da Câmara.
Agora, ironia ou não do destino, uma vitória de Flávio colocaria no Palácio do Jaburu um alagoano que começou sua vida eleitoral há apenas seis anos.
Gaspar passaria a ocupar uma posição que nenhum político de Alagoas alcança desde Fernando Collor, eleito presidente da República em 1989. Não seria presidente, claro, mas estaria no segundo posto do Executivo nacional e dentro do núcleo mais alto de poder do país.
A eleição em Alagoas terminou, mas a definição do novo quadro político ainda não. JHC já garantiu o Governo do Estado e começa 2027 muito forte. Lira volta ao Senado com trânsito nacional e pode disputar espaços ainda maiores em Brasília. Gaspar depende do resultado de 25 de outubro.
Se chegar à Vice-Presidência, o ex-secretário de Renan Filho terá feito em poucos anos um percurso raro na política alagoana: da Segurança Pública do Estado ao segundo posto mais importante do Executivo nacional.
E aí a pergunta sobre quem será o político alagoano de maior influência terá uma resposta muito diferente daquela que parecia provável antes desta eleição.
Presidente do Senado Federal, Renan Calheiros se tornou um dos mais influentes políticos na história da república e de Alagoas. Com habilidade e o poder conquistado em Braslia, construiu um forte grupo político no seu estado e ajudou a eleger governadores, senadores, deputados federais e estaduais.
Derrotado nas eleições deste ano, Renan continuará um político influente do litoral ao planalto. Mas sem o mandato, perderá muito da sua força e poder político acumulado ao longo de quatro mandatos no Senado.
Quem vai assumir o papel de maior liderança politica em Alagoas? Por regra, o papel cabe ao governador. Mas toda regra tem exceção.
Hoje, JHC é quem sai das urnas com a maior força política. Foi eleito governador com 52,2% dos votos válidos, terá a mulher, Marina, no Senado, além do apoio do senador eleito Arthur Lira e boa parte da nova bancada federal. Maceió continua administrada por seu grupo e a vitória tende a aumentar sua capacidade de atrair prefeitos e outras lideranças do interior.
Sim, JHC será poderoso. Mas não será necessariamente o mais forte do seu grupo. Depois de presidir a Câmara dos Deputados, um dos políticos mais influentes de Brasília, foi eleito senador por Alagoas. A direita conquistou maoiria no novo Senado, e a eleição para a presidência da Casa será uma das primeiras grandes disputas de 2027.
Hoje, nomes do PL, especialmente Rogério Marinho, aparecem com força nessa corrida. Arthur Lira, no entanto, chega ao Senado com experiência, relações no Congresso e capacidade conhecida de articulação.
Se em algum momento Lira conseguir chegar à presidência do Senado, passará a ocupar um dos cargos mais importantes da República. Nesse cenário, seria certamente o político mais poderoso de Alagoas. Até mais que o governador.
Mas existe um terceiro alagoano que pode subir muito mais alto em apenas duas semanas.
Alfredo Gaspar é o candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno na frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%. A eleição presidencial será decidida no próximo dia 25. O resultado está aberto e as primeiras pesquisas do segundo turno começaram a ser feitas nesta semana.
Se Flávio vencer, Gaspar será vice-presidente da República. Vai morar no Jaburu e passará a ocupar o segundo cargo mais alto do Executivo federal.
É uma trajetória impressionante. Antes de disputar eleições, Gaspar comandou a Segurança Pública no governo Renan Filho, foi candidato a pefeito de Maceió em 2020. Em 2022 ganhou para deputado federal e sonhava em ser senador 2018. Abriu mão do sonho para ser prefeito, foi para o segundo turno em primeiro lugar, mas perdeu paera JHC.
A atuação na Câmara dos Deputados colocou Gaspar mais uma vez frente a frente com seu antigo sonho este ano. Seria eleito senador, certamente, mas abriu mão para disputar a vice de Flávio depois de uma articulação que teria sido feita por Lira.
Agora, ironia ou não do destino, uma vitória da chapa de Flávio colocaria um alagoano no Palácio do Jaburu. Um alagoano que se tornaria no mais poderoso político de Alagoas desde a presidência de Fernando Collor, no começo dos anos 90.
A eleição em Alagoas terminou, mas a definição do novo quadro de poder ainda não. JHC já garantiu o Governo do Estado e começa 2027 muito forte. Lira volta ao Senado com trânsito nacional e pode disputar novos espaços em Brasília. Gaspar depende do resultado de 25 de outubro.
Se chegar à Vice-Presidência, o ex-secretário de Renan Filho terá feito em poucos anos um percurso raro na política alagoana: da Segurança Pública do Estado ao segundo posto mais importante do Executivo nacional.
E aí o debate sobre quem é o alagoano com maior influência política ganhará uma resposta bem diferente daquela dada pelas urnas de 4 de outubro.
