Política
Rafael, Fábio e Júlia mostram a força das redes na eleição para federal
Rafael Brito saiu de 58.134 votos em 2022 para 117.115 votos em 2026
A eleição para deputado federal em Alagoas confirmou a força das chapas, mas também mostrou o peso crescente das redes sociais no resultado das urnas. Candidatos bem posicionados no ambiente digital, à direita e ao centro, tiveram desempenho expressivo. Rafael Brito dobrou a votação. Delegado Fábio Costa mais que dobrou. Júlia Nunes chegou à Câmara Federal com mais de 71 mil votos, sem estrutura tradicional de base municipal. Coincidência? Os três têm hoje as maiores presenças digitais entre os federais eleitos por Alagoas.
Rafael Brito saiu de 58.134 votos em 2022 para 117.115 votos em 2026. Cresceu 58.981 votos, mais de 100%. O resultado veio de um trabalho construído principalmente a partir do mandato e da atuação na área da educação, marca que ele consolidou ao longo dos últimos anos.
Fábio Costa também deu um salto. Em 2022, teve 60.767 votos. Agora, eleito pelo PP, chegou a 165.649 votos. O crescimento foi de 104.882 votos. Parte desse avanço pode ser explicado pela herança eleitoral de Alfredo Gaspar, que deixou a disputa para deputado federal e abriu espaço no campo da direita.
Júlia Nunes foi uma das surpresas da eleição. Eleita pelo PSD com 71.825 votos, entrou na bancada federal sem uma base tradicional e com uma campanha muito apoiada em presença digital, voto espontâneo e comunicação direta com o eleitor.
Crescimento dos eleitos
A nova bancada federal de Alagoas ficou assim:
Alvinho Lira, do PP, foi eleito com 172.628 votos. Entra na cota política do pai, Arthur Lira, que teve 219.452 votos em 2022 e agora deixa a Câmara.
Delegado Fábio Costa, também do PP, chegou a 165.649 votos. Em 2022, havia feito 60.767 votos.
Luciano Amaral, do PSD, foi reeleito com 155.915 votos. Em 2022, teve 101.508.
Rafael Brito, do MDB, foi eleito com 117.115 votos. Em 2022, havia feito 58.134.
Isnaldo Bulhões Jr., do MDB, foi reeleito com 112.261 votos. Em 2022, teve 83.965.
Daniel Barbosa, do PP, foi reeleito com 101.172 votos. Em 2022, havia feito 63.385.
Marx Beltrão, do União Brasil, foi reeleito com 100.705 votos. Em 2022, teve 88.512.
Júlia Nunes, do PSD, foi eleita com 71.825 votos.
Gilvan Barros, do PSDB, foi eleito com 63.061 votos. Em 2022, havia feito 53.732.
Mudança na bancada
A bancada federal muda três nomes em relação aos eleitos de 2022. Saem Arthur Lira, Alfredo Gaspar, e Paulão. Entram Alvinho Lira, Júlia Nunes e Gilvan Barros.
A eleição também deixou nomes importantes fora. Paulão teve 63.813 votos, mais do que Gilvan Barros, eleito com 63.061, mas ficou sem mandato pela regra proporcional. Nivaldo Albuquerque fez 67.631 votos e também ficou fora pela mesma regra. O resultado mostra que voto individual ajuda, mas não basta. A chapa continua decidindo.
Redes e estrutura
A eleição de 2026 não permite dizer que redes sociais elegem sozinhas. Não elegem. Mas também não dá mais para tratar a comunicação digital como detalhe. Rafael Brito, Fábio Costa e Júlia Nunes mostram caminhos diferentes de crescimento eleitoral, todos com forte presença nas redes.
Rafael combinou mandato, educação e comunicação. Fábio Costa juntou voto conservador, herança de Alfredo Gaspar e presença digital. Júlia Nunes entrou como novidade, sem a mesma estrutura dos grupos tradicionais, mas com forte conexão nas redes. Na outra ponta, nomes tradicionais ficaram fora, mesmo com votações competitivas.
