Eleições 2026
Apenas 9 dos 22 ex-ministros de Lula são eleitos no 1º turno
Ex-integrantes do governo disputaram vagas no Congresso e governos estaduais; Haddad e Renan Filho ficaram fora
Dos 22 ex-ministros que fizeram parte do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disputaram as eleições de 2026, nove foram eleitos no primeiro turno, realizado neste domingo (4). Os candidatos concorreram a cargos que vão de deputado estadual a governador.
Outros 12 não conseguiram votos suficientes para serem eleitos. Já Geraldo Alckmin (PSB), que deixou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no início do ano, segue na disputa presidencial como vice de Lula no segundo turno.
Entre os candidatos a governos estaduais, nenhum dos ex-ministros venceu. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda, foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ex-ministro Márcio França (PSB), que integrou a chapa como candidato a vice-governador, também não foi eleito.
Em Alagoas, o ex-ministro dos Transportes Renan Filho (MDB) perdeu a disputa para JHC (PSDB).
Senado
Dos oito ex-ministros que concorreram ao Senado, dois conquistaram mandato para os próximos oito anos: André Fufuca (PP-MA), que comandou o Ministério do Esporte, e Rui Costa (PT-BA), ex-ministro da Casa Civil.
Ficaram fora da disputa pelas duas vagas de seus estados Paulo Pimenta (PT-RS), Simone Tebet (PSB-SP), Marina Silva (Rede-SP), Celso Sabino (PDT-PA), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Carlos Fávaro (PSD-MT).
Câmara dos Deputados
O desempenho foi melhor entre os ex-integrantes do governo que disputaram vagas na Câmara. Seis foram eleitos e outros três ficaram na suplência.
Conquistaram uma cadeira na Casa:
Anielle Franco (PT-RJ), ex-ministra da Igualdade Racial;
Jader Filho (MDB-PA), ex-ministro das Cidades;
Juscelino Filho (PSDB-MA), ex-ministro das Comunicações;
Nísia Trindade (PT-RJ), ex-ministra da Saúde;
Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), ex-ministro de Portos e Aeroportos;
Sonia Guajajara (PSOL-SP), ex-ministra dos Povos Indígenas.
Márcio Macêdo (PT-SE), Daniela Carneiro (Republicanos-RJ) e Paulo Teixeira (PT-SP) ficaram como suplentes.
Além deles, Macaé Evaristo (PT-MG), ex-ministra dos Direitos Humanos, foi eleita deputada estadual em Minas Gerais.
Segundo turno
Geraldo Alckmin entrou no levantamento por ter comandado o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços antes de integrar novamente a chapa presidencial de Lula.
O presidente e o vice disputarão o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), no dia 25 de outubro.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As candidaturas de ex-ministros fizeram parte da estratégia do governo de ampliar a presença de aliados no Congresso e nos estados. Lula havia defendido maior empenho nas eleições legislativas, especialmente para o Senado, com o objetivo de ampliar sua base de apoio caso seja reeleito.
