Política

Depois da eleição, Rodrigo vai mostrar sua cara; Paulo deve trazer nomes de volta

Depois da eleição, Rodrigo vai finalmente mostrar a sua cara com gestor

Por Blog Edivaldo Junior 23/09/2026 12h12
Depois da eleição, Rodrigo vai mostrar sua cara; Paulo deve trazer nomes de volta
. - Foto: Reprodução

Depois de 4 de outubro, a Prefeitura de Maceió e Governo de Alagoas devem entrar em novo período de mudanças no primeiro escalão. Independente do resultado das urnas.

Na capital, a reforma tende a ser mais profunda. Rodrigo Cunha assumiu a Prefeitura em 5 de abril depois da saída de JHC para disputar o governo e manteve toda a estrutura herdada do ex-prefeito. Com exceção de uma secretaria, todos os outros cargos são de indicação do ex-prefeito.

Depois da eleição, Rodrigo vai finalmente mostrar a sua cara com gestor. Vai montar seu time, ainda que sob a influência de JHC.

Os principais cargos estão na cota do ex-prefeito e seus aliados na campanha eleitoral: Saúde, com Lara de Tenorinho (mulher de Tenorinho Malta), Educação, com João Folha (indicado por Ronaldo Lessa), Fazenda: João Felipe Alves Borges (JHC), Governo e Subprefeituras: Luiz Diego Ramos Rodrigues, interino (JCH).

Áreas importantes ocupadas por indicações ligadas ao grupo político de JHC ou a candidatos de sua coligação devem passar por mudanças. Saúde, Educação e outras secretarias entram nessa conta, além de cargos estratégicos ocupados por nomes diretamente identificados com a administração anterior.

"O prefeito Rodrigo Cunha já está preparando uma ampla reforma logo após o perído eleitoral", aponta um influente interlocutor. A reforma vai mostrar quais quem vai ganhar espaço e, principalmente, qual será a identidade política e administrativa dos dois anos finais de seu mandato.

A eleição de governador também pesa. Se JHC vencer, continuará com influência sobre a Prefeitura pelo menos durante a transição até a posse em janeiro. Se perder, Rodrigo terá mais liberdade para reorganizar a administração pensando no próprio mandato e no cenário político seguinte.

No Governo do Estado, o movimento será diferente. A expectativa é pela volta de parte dos auxiliares que deixaram os cargos para disputar a eleição - independente de resultados.

Entre os nomes que saíram estão Aline Rodrigues, da Ciência, Tecnologia e Inovação; Júlio Cezar, da Relações Federativas; Cláudia Balbino, do Trabalho; Bárbara Braga, do Turismo; Fábio Guedes, da Fapeal; e João Gabriel Costa Lins, o Joãozinho, da Juceal. As saídas ocorreram durante o período de desincompatibilização eleitoral.

Bárbara foi substituída por Paulo Kugelmas no Turismo; Aline por Meirejane Ataíde na Secti; Júlio Cezar por Jacqueline Freire na Serfi; Joãozinho deu lugar a Thiago Braga na Juceal; e Fábio Guedes foi substituído por João Vicente Ribeiro na Fapeal.

Segundo interlocutores do governo, parte desses nomes poderá retornar depois da eleição, independentemente do resultado individual nas urnas, embora isso não signifique necessariamente voltar para a mesma função. A composição dependerá do resultado eleitoral e das acomodações políticas seguintes.

Também nesse caso, quem vencer para governador terá influência sobre os próximos meses. Se Renan Filho for eleito, tende a participar das decisões sobre a equipe que fará a transição entre o governo Paulo Dantas e a administração que começa em janeiro.

Quem perder muda de prioridade. JHC, se derrotado, terá de reorganizar seu grupo depois de deixar a Prefeitura para disputar o governo. Renan Filho, se perder, continuará senador. Nos dois casos, começará imediatamente a discussão sobre o próximo ciclo político.

Antes disso, porém, haverá uma consequência mais imediata das urnas. Em Maceió, Rodrigo Cunha finalmente terá a oportunidade de montar uma Prefeitura mais parecida com ele. No Estado, Paulo Dantas poderá recompor parte da equipe que desmontou para a campanha.

A reforma administrativa começa a ser desenhada no dia seguinte à eleição.