Política
Maioria dos brasileiros considera governo Lula melhor que gestão Bolsonaro
Levantamento do PoderData aponta que 51% dos brasileiros consideram atual governo melhor, número que subiu dez pontos em relação a junho
Uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira (22) pelo instituto PoderData traz um dado que chama atenção no cenário político nacional. Segundo o levantamento, 51% dos brasileiros avaliam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como melhor do que a gestão anterior, comandada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Do outro lado, 34% dos entrevistados consideram que o governo atual é pior. Outros 8% acreditam que as duas administrações são equivalentes, e 6% preferiram não opinar.
Uma mudança significativa desde junho
O que mais chama atenção nesse levantamento não é apenas o resultado isolado, mas a trajetória. Na pesquisa anterior, feita em junho, apenas 41% avaliavam o governo Lula como superior ao de Bolsonaro. Em um mês, esse número subiu dez pontos percentuais, chegando aos atuais 51%.
Enquanto isso, a fatia que considera a gestão atual pior recuou de 37% para 34%, uma queda mais discreta. Já quem via os dois governos como parecidos praticamente despencou, saindo de 21% para apenas 8%.
Na prática, o levantamento sugere que boa parte dos indecisos migrou para uma avaliação mais favorável ao governo atual, em vez de simplesmente trocar de lado entre as duas opções.
Diferenças regionais e por renda
A pesquisa também escancara o quanto a percepção sobre o governo muda de acordo com onde a pessoa mora e quanto ela ganha.
No Nordeste, a aprovação é bem mais expressiva: 63% dos entrevistados da região avaliam o governo Lula como melhor que o de Bolsonaro, um número consideravelmente acima da média nacional.
O recorte por renda também traz um dado interessante. Entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos, 56% preferem a gestão atual. Já entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, o cenário muda completamente: 42% avaliam o governo Lula como melhor, e o mesmo percentual, 42%, considera pior. Um empate técnico que mostra uma divisão bem mais equilibrada nessa faixa de renda mais alta.
Como a pesquisa foi feita
O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 20 de julho, por meio de entrevistas telefônicas com 2.500 eleitores, distribuídos em 147 municípios espalhados pelas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Vale destacar que, por não se tratar de uma pesquisa de intenção de voto, o levantamento não precisa de registro prévio na Justiça Eleitoral, diferente do que ocorre com pesquisas eleitorais tradicionais.

