Política
55% dos brasileiros apostam na reeleição de Lula em 2026, aponta pesquisa
Percepção de vitória de Flávio Bolsonaro despenca 7 pontos após escândalo Vorcaro; PT avança no Sul e entre evangélicos
A maioria do eleitorado brasileiro já projeta a manutenção do Palácio do Planalto nas mãos do atual governo. Levantamento da Quaest divulgado nesta segunda-feira (20) revela que 55% dos eleitores acreditam na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Em contrapartida, a expectativa em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofreu um forte baque, caindo de 32% em abril para apenas 25% em julho.
O levantamento do instituto ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 10 e 13 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais. A derrocada nos índices do parlamentar do PL coincide com a repercussão do vazamento de conversas em que ele cobrava verbas do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.
A retração de Flávio Bolsonaro e o avanço da crença no favoritismo de Lula foram impulsionados por viradas estratégicas em segmentos e regiões historicamente refratários ao PT:
Evangélicos: A aposta na reeleição de Lula subiu de 37% para 45%, enquanto a expectativa sobre Flávio desceu de 43% para 36%.
Região Sul: A percepção de vitória do petista disparou 17 pontos percentuais, saltando de 33% em abril para expressivos 50% em julho. Flávio caiu para 29%.
Renda mais alta: No grupo que ganha acima de cinco salários mínimos, Lula cresceu de 43% para 51%, enquanto a confiança em Flávio desabou de 42% para 30%.
O levantamento da Quaest acendeu o sinal de alerta máximo no PL ao expor a corrosão do nome de Flávio Bolsonaro na própria base conservadora. Entre os eleitores que se declaram de direita, mas rejeitam o rótulo de bolsonaristas, a crença no triunfo do senador despencou 21 pontos — despencando de 67% em abril para 46% em julho.
Nesse mesmo nicho não alinhado, a fatia de eleitores que antevê a vitória de Lula subiu de 19% para 31%, enquanto outros 19% apontam para nomes alternativos ou se declaram indecisos, evidenciando uma perda generalizada de tração da pré-candidatura do filho do ex-presidente.

