Política
PF aponta deputados do PL como laranjas de Valdemar em emendas suspeitas
Investigação relaciona R$ 119 milhões em desvios a esquema partidário
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e os deputados Luiz Carlos Motta (SP) e Capitão Alden (BA) aparecem como autores de emendas parlamentares que, segundo a Polícia Federal, eram apadrinhadas pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, em um esquema suspeito de desviar R$ 119 milhões.
As emendas de comissão, herdeiras do chamado orçamento secreto, foram registradas em nome dos parlamentares para dar aparência de legalidade às indicações. Documentos apreendidos pela PF mostram que o verdadeiro padrinho das verbas era Valdemar.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou o bloqueio de bens de Valdemar até o valor de R$ 119 milhões. Em sua decisão, destacou que “um terceiro sem mandato parlamentar não poderia ter ingerência sobre o orçamento público”.
A defesa de Valdemar divulgou nota afirmando que a decisão parte de “premissas frágeis” e representa “indevida criminalização da atividade político-partidária”. Já o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, criticou a atuação da PF, alegando perseguição política.

