Política

STF bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto por suspeita em emendas

Medida é resultado da Operação Transparência, conduzida pela Polícia Federal (PF), que investiga desvios e indicações irregulares de emendas parlamentares

Por Agência Brasil 10/07/2026 16h04
STF bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto por suspeita em emendas
Na decisão, Dino destacou suspeitas de que Valdemar, mesmo sem mandato de deputado federal, teria feito indicações irregulares de emendas por meio de terceiros - Foto: Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) o bloqueio de R$ 119 milhões em bens registrados em nome do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

A medida é resultado da Operação Transparência, conduzida pela Polícia Federal (PF), que investiga desvios e indicações irregulares de emendas parlamentares.

Na decisão, Dino destacou suspeitas de que Valdemar, mesmo sem mandato de deputado federal, teria feito indicações irregulares de emendas por meio de terceiros.

“Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Valdemar Costa Neto, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos”, afirmou o ministro.

Segundo as investigações, as indicações irregulares eram operacionalizadas por funcionários da Câmara dos Deputados.

A PF apurou que servidores da liderança do PL entravam em contato com uma funcionária responsável pelo registro das emendas para solicitar a inclusão de recursos em nome de Valdemar.

Em uma das mensagens obtidas pela investigação, Garigham Amarante Pinto, apontado como interlocutor direto de Valdemar, procurou a servidora Mariângela Fialek para confirmar se as indicações haviam sido formalizadas.

“No dia seguinte (26/08/2025), Garigham cobra a Mariângela: ‘Fechou o valor do Pres Valdemar?’, em provável referência ao presidente do PL. Mariângela responde: ‘Se puder trocar tudo turismo ótimo’. Em resposta, Garigham diz: ‘24 milhões tá bom’”, detalha trecho do inquérito.