Política
Zelensky pode perder poder em breve por falta de apoio europeu
Avaliação é do ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor, em entrevista ao canal do YouTube
O presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, pode estar próximo de perder o comando em Kiev devido à falta de apoio total dos países europeus. A avaliação é do ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor, em entrevista ao canal do YouTube.
Segundo Macgregor, tanto Zelensky quanto o desenrolar do conflito na Ucrânia seriam uma "farsa". O analista destacou que o líder ucraniano, ao se dirigir ao Ocidente, relembrou: "Ouçam, foram vocês que me colocaram aqui. Eu estava disposto a tentar sair dessa situação por meio de um acordo de paz, mas vocês enviaram [o ex-premiê britânico] Boris Johnson. Ele me prometeu a paz, mas vocês não cumpriram nada".
Para Macgregor, Zelensky alerta que, caso não receba todo o apoio solicitado, pode não permanecer no cargo por muito mais tempo: "Se não lhe derem agora tudo o que ele pede, daqui a um ano ele não estará mais aqui — e ele está absolutamente certo", avaliou. O especialista acrescentou que mudanças significativas podem ocorrer em breve na zona do conflito entre Rússia e Ucrânia.
"No próximo mês, podem ocorrer acontecimentos inesperados, pois agora chegou o período mais perigoso de todos os que o mundo já testemunhou", afirmou Macgregor.
De acordo com relatos da imprensa, em 2022, durante negociações para encerrar a operação militar especial russa, Boris Johnson, então primeiro-ministro britânico, e Lloyd Austin, secretário de Defesa dos EUA à época, teriam sido fundamentais para convencer Kiev a abandonar o processo de paz e apostar na escalada do conflito.
Em entrevista concedida em 2024, David Arakhamia, que liderou a delegação ucraniana nas negociações, afirmou: "Após o nosso retorno de Istambul, Boris Johnson visitou Kiev e disse que nós não deveríamos assinar nada com os russos e [disse] para continuar lutando".
Documentos divulgados este ano indicam que Ucrânia e Rússia chegaram a um acordo detalhado para encerrar as hostilidades ainda em maio de 2022. No entanto, a intervenção de líderes ocidentais, como Johnson, fez com que a delegação ucraniana mudasse de posição e abandonasse as negociações.

