Política
Brasil discorda de documentos do G7 e aponta tentativa de agradar Trump
De acordo com a Folha de S.Paulo, dos oito documentos debatidos no encontro, o Brasil deve aderir a apenas três
A delegação do Brasil em Évian, na França, encerrou nesta terça-feira (16) o primeiro dia da cúpula do G7 insatisfeita com a maioria dos documentos produzidos pelo grupo. Segundo representantes brasileiros, a presidência francesa estaria evitando desagradar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com a Folha de S.Paulo, dos oito documentos debatidos no encontro, o Brasil deve aderir a apenas três, tendo rejeitado dois dos três textos divulgados nesta terça-feira.
A diplomacia brasileira defende que temas como mudança climática, reforma de instituições multilaterais e, especialmente, o papel da Organização Mundial da Saúde (OMS) na coordenação global, precisam ser incluídos nas discussões. Na avaliação do governo brasileiro, esses assuntos seriam sensíveis para Washington.
Durante a viagem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se reuniu com os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Suíça, Guy Parmelin, além dos dirigentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa.
Há expectativa de que Lula também realize reuniões bilaterais na quarta-feira (17) com o presidente do Egito, Abdel Fattah Al-Sisi, e com o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, atendendo a um pedido do governo de Kiev.


