Política

Moraes nega pedido de adiamento de julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF

Caso envolve a suposta articulação de Eduardo Bolsonaro para promover o tarifaço dos Estados Unidos contra exportações brasileiras

Por Agência Brasil 15/06/2026 15h03
Moraes nega pedido de adiamento de julgamento de Eduardo Bolsonaro no STF
Pedido de adiamento foi feito pela Defensoria Pública da União (DPU), órgão responsável pela defesa do ex-parlamentar - Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (15) o pedido para adiar o julgamento da ação penal em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é réu, acusado de coação no curso do processo.

O caso envolve a suposta articulação de Eduardo Bolsonaro para promover o tarifaço dos Estados Unidos contra exportações brasileiras.

O julgamento está marcado para esta terça-feira (16) pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes, relator do processo.

O pedido de adiamento foi feito pela Defensoria Pública da União (DPU), órgão responsável pela defesa do ex-parlamentar.

A DPU argumentou que a Primeira Turma está com quatro dos cinco ministros desde a transferência de Luiz Fux para a Segunda Turma, em 2023, e defendeu a convocação de um novo ministro para compor o julgamento.

Ao negar o adiamento, Moraes afirmou que o regimento interno do STF permite o funcionamento das turmas com quórum mínimo de três ministros.

"Não há, portanto, qualquer violação aos princípios do juiz natural e da colegialidade no julgamento da presente ação penal, em ampla observância aos princípios constitucionais, ao Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal e às normas processuais", declarou o ministro.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Entenda o caso

Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra exportações do Brasil, além da suspensão de vistos de ministros do governo federal e do próprio Supremo.

Desde 2023, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de deputado federal por faltar às sessões da Câmara.

Antes de liberar o caso para julgamento, Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi localizado nem indicou advogado particular.

Diante disso, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela DPU.

Nas alegações finais ao Supremo, a Defensoria defendeu a anulação do processo e argumentou que Moraes não poderia julgar o caso, por possivelmente ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.