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“Nenhum real veio pra gente”, diz funcionária sobre reality de Viih Tube
Governanta afirmou que colaboradores participaram voluntariamente da atração e não receberam valores do acordo com o MPT
A governanta Leinha Santana, funcionária de Viih Tube e Eliezer, afirmou que os colaboradores envolvidos no reality “As Patroas (e o Patrão)” não receberam nenhum valor referente ao acordo firmado pelo casal com o Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo ela, o encerramento antecipado da atração também teria causado prejuízos à equipe.
A declaração por Leinha nas redes sociais foi feita após seguidores questionarem se parte dos R$ 350 mil previstos no acordo com o MPT seria destinada aos funcionários que participaram do programa.
Segundo a governanta, nenhum integrante da equipe recebeu valores da indenização.
“Não veio nenhum real pra gente. Nenhum real vai vir pra gente, pra nenhum de nós aqui”, afirmou.
Leinha explicou que, na visão dela, os colaboradores foram prejudicados pelo fim da atração, já que deixaram de disputar prêmios e benefícios que seriam oferecidos ao longo das provas.
A funcionária também criticou a repercussão do caso e afirmou que os participantes aceitaram participar do reality por vontade própria. Segundo ela, os trabalhadores não foram obrigados a entrar nas dinâmicas realizadas pelo casal.
“Todos nós aqui estávamos participando por livre e espontânea vontade. Não entraram em contato para verificar. Se realmente estivessem preocupados com a gente, tinham entrado em contato com a gente, tinham ouvido a gente. Mas não ouviram”, declarou.
Leinha disse ainda que já havia defendido Viih Tube e Eliezer quando o programa começou a receber críticas nas redes sociais. Na ocasião, afirmou que a participação dos funcionários havia sido combinada previamente.
Reality foi alvo de investigação do MPT
“As Patroas (e o Patrão)” acompanhava funcionários da residência de Viih Tube e Eliezer em uma disputa com provas que valiam dinheiro, folgas e outros benefícios.
Algumas atividades geraram críticas entre internautas, principalmente uma dinâmica em que participantes precisavam encontrar moedas escondidas pela casa, incluindo áreas como o banheiro. As críticas levaram o Ministério Público do Trabalho a investigar possíveis irregularidades.
O caso foi encerrado com a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). Pelo acordo, Viih Tube e Eliezer deverão pagar R$ 350 mil por danos morais coletivos.
O valor, no entanto, não será repassado diretamente aos funcionários. Segundo o acordo, a quantia será destinada ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.
