Política

Justiça suspende expulsão de Aldo Rebelo da Democracia Cristã e dá 72 horas para reintegração

Juíza entendeu que partido não seguiu trâmites previstos no regimento; DC chegou a anunciar nova expulsão antes mesmo de abrir processo disciplinar

Por Redação com agências 10/06/2026 10h10
Justiça suspende expulsão de Aldo Rebelo da Democracia Cristã e dá 72 horas para reintegração
Justiça suspende expulsão de alagoano Aldo Rebelo do Democracia Cristã - Foto: Agência Brasil

A Justiça do Distrito Federal suspendeu a expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo da Democracia Cristã. A juíza Gabriela de Faria, da 6ª Vara Cível de Brasília, entendeu que o partido não seguiu os trâmites previstos no próprio regimento, como a abertura de um processo disciplinar, o que impediu o exercício do contraditório e da ampla defesa por parte do político. A DC tem 72 horas para reintegrá-lo aos quadros da legenda, sob pena de multa de R$ 50 mil.

O episódio que antecedeu a decisão judicial foi, no mínimo, inusitado. Após a Justiça suspender a expulsão inicial, o partido divulgou uma nota informando que abriria um processo disciplinar, mas já adiantou que esse procedimento resultaria na expulsão de Rebelo, anunciando o desfecho antes mesmo do início do rito.

A crise entre Rebelo e a DC começou em maio, quando o partido trocou seu nome como pré-candidato à Presidência pelo do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. Rebelo questionou publicamente a decisão e fez críticas ao presidente da legenda, João Caldas, afirmando que ele demonstrava preocupação com o avanço do caso Master em Alagoas, estado onde o filho de Caldas, João Henrique Caldas, o JHC, administrou a capital até o início de abril e hoje é pré-candidato ao governo do estado pelo PSDB.

Com a decisão judicial favorável, Rebelo quer forçar uma convenção do partido para decidir quem será o candidato do DC à Presidência. Em nota, o ex-ministro afirmou receber a decisão com serenidade. "Desde o início, sustentou que qualquer divergência interna deveria ser resolvida com respeito às regras estatutárias, ao devido processo legal e aos direitos fundamentais assegurados pela Constituição", disse.