Política
JHC é visto utilizando helicóptero de empresário citado em investigações
Aeronave pertence a empresa de Netinho Lins, que patrocinou evento da gestão municipal em 2025
O pré-candidato ao Governo de Alagoas e ex-prefeito de Maceió, JHC, foi visto utilizando um helicóptero pertencente à empresa de Joaquim Luiz de Araújo Neto, empresário que manteve contrato com a Prefeitura de Maceió durante o período em que JHC liderou a administração municipal.
Imagens obtidas pela reportagem mostram o político embarcando na aeronave de prefixo PR-DRE. De acordo com consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o helicóptero está registrado em nome da empresa Dubem, da qual Netinho Lins figura como um dos sócios.
Em 2025, a empresa firmou acordo com a Prefeitura de Maceió para patrocinar parte da programação das Festas de Verão da capital alagoana. O contrato previa o aporte de R$ 800 mil destinados à contratação de uma atração musical para o evento.
O nome de Netinho Lins também apareceu recentemente em episódios de repercussão nacional. O empresário foi citado em desdobramentos relacionados ao caso envolvendo o Banco Master, após ser associado a uma aeronave que teve bloqueio determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações divulgadas à época, o caso envolvia negociações com o senador Ciro Nogueira.
Além disso, o empresário foi mencionado em reportagens sobre a Operação Overclean, investigação da Polícia Federal que apura supostas fraudes em licitações financiadas com recursos de emendas parlamentares. Conforme divulgado pela imprensa nacional, o nome de Netinho constava em uma planilha apreendida durante a operação.
Segundo as informações publicadas, ele aparecia vinculado a movimentações que totalizavam R$ 25,4 milhões destinados à Paraíba e outros R$ 2,2 milhões para o município de Patos. As reportagens apontaram que ele teria atuado como intermediário em repasses financeiros relacionados ao esquema investigado.
Em nota divulgada anteriormente, Netinho Lins negou qualquer participação irregular. O empresário afirmou que nunca atuou com obras públicas nem recebeu valores provenientes de contratos públicos ou emendas parlamentares direcionadas à Paraíba ou a Patos. Também declarou que a própria Polícia Federal informou formalmente que não havia investigação em curso contra ele.

