Política
Lenilda critica MDB e PSDB e defende nova história para AL
A pré-candidata afirma que discursos de compromisso entram em contradição com histórico de renúncias e defende ruptura com oligarquias tradicionais no estado
A pré-candidata ao Governo de Alagoas pela Unidade Popular (UP), Lenilda Luna, criticou a contradição do grupo político liderado por Renan Filho e Paulo Dantas após a declaração do atual governador afirmando que irá concluir o mandato até o fim de 2026 “honrando os compromissos assumidos com o povo de Alagoas”. Para Lenilda, a fala acabou expondo involuntariamente uma incoerência do próprio grupo político que governa o estado há anos.
“Quando Paulo Dantas bate no peito para dizer que vai concluir o mandato, ele termina lembrando ao povo que o seu antecessor não concluiu. Renan Filho deixou o governo em 2022 antes do fim do mandato para disputar o Senado, provocando uma eleição indireta e deixando Alagoas sem governador eleito pelo voto popular naquele momento. Agora, mais uma vez, tudo indica que pretende abandonar novamente o mandato, desta vez o de senador, faltando quatro anos para o término, para disputar justamente o governo que renunciou anteriormente. E o mais contraditório é que o outro pré-candidato ao governo, João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PSDB), também adotou a mesma prática ao renunciar ao mandato a Prefeitura de Maceió no dia 4 de abril de 2026 para disputar as eleições”, afirmou Lenilda.
A pré-candidata da UP destacou que Alagoas vive um ciclo político marcado pela concentração de poder nas mesmas oligarquias e pela ausência de renovação real. Segundo ela, o estado segue convivendo com baixos salários, forte concentração de renda, liderança nacional em analfabetismo e profundas desigualdades sociais, enquanto os mesmos grupos se revezam no comando político.
Lenilda também ressaltou que Alagoas jamais elegeu uma mulher governadora em toda sua história. Para ela, sua pré-candidatura representa não apenas a participação das mulheres na política, mas a possibilidade concreta de ruptura com um modelo tradicional de poder dominado por grupos familiares e acordos de cúpula.
“Alagoas nunca elegeu uma mulher governadora. Isso diz muito sobre a estrutura de poder que controla o estado há décadas. Nossa pré-candidatura nasce para enfrentar esse modelo atrasado, oligárquico e excludente, colocando o povo trabalhador, as mulheres, a juventude e as periferias no centro do debate político”, declarou a pré-candidata da UP.


