Política

Flávio Bolsonaro sofre pressão no PL após revelação de mensagens com Daniel

De acordo com um jornal de grande circulação nacional, o clima entre apoiadores da pré-candidatura de Flávio é de apreensão

Por Sputnik Brasil com Redação 14/05/2026 07h07
Flávio Bolsonaro sofre pressão no PL após revelação de mensagens com Daniel
Foto: © Agência Senado / Pedro França

A divulgação de mensagens que evidenciam a proximidade entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, após o pré-candidato negar publicamente qualquer relação com o ex-banqueiro, gerou forte sensação de quebra de confiança dentro do Partido Liberal (PL).

De acordo com um jornal de grande circulação nacional, o clima entre apoiadores da pré-candidatura de Flávio é de apreensão diante da possibilidade de novos diálogos comprometedores virem à tona.

Lideranças do PL avaliam que o pedido de financiamento para o filme "Dark Horse" ("azarão", em tradução livre), revelado por um portal brasileiro, é considerado menos grave do que o caso envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), investigado pela Polícia Federal (PF) por suposto recebimento de pagamentos mensais do Banco Master. O ponto crítico, segundo aliados, foi Flávio ter negado qualquer vínculo com Vorcaro, mesmo diante de áudios e mensagens que demonstram intimidade entre ambos.

Para correligionários, se Flávio tivesse informado previamente sobre o pedido de financiamento, a campanha poderia ter preparado uma resposta coordenada caso a delação viesse à tona. O fato de todos terem sido pegos de surpresa aumentou o desgaste e dificultou a reação nas redes sociais, alimentando suspeitas internas sobre possíveis omissões.

Um deputado do PL declarou à imprensa que o senador deveria ter se antecipado ao escândalo do Master, revelando espontaneamente o acordo para financiar o filme e apresentando o contrato como prova de transparência. A ausência de aviso, mesmo a um grupo restrito, é vista como um erro estratégico que agravou a crise.

Entre aliados, cresce a percepção de que será difícil reverter a imagem de "mentiroso" perante parte do eleitorado. Internamente, a quebra de confiança é considerada irreversível, com a sensação de que, se Flávio escondeu esse episódio, outros fatos ainda podem surgir — o que mantém a pré-campanha em estado de alerta.

Apesar disso, a avaliação predominante é que o caso tende a gerar desgaste, mas pode perder força até outubro, especialmente se outros políticos forem implicados no escândalo.

Por ora, a manutenção da pré-candidatura é tratada como certa, embora parlamentares menos próximos à cúpula temam que novas revelações forcem o PL a buscar substitutos, como Romeu Zema (Novo).

As reações no campo da direita variaram. Zema classificou a atitude de Flávio como "imperdoável", enquanto Ronaldo Caiado (PSD) cobrou explicações, mas depois defendeu que a centro-direita não pode se dividir e deve priorizar derrotar o Partido dos Trabalhadores (PT) no segundo turno. Já aliados do senador minimizam o episódio, afirmando que não houve ilegalidade e que o Master operava com aval do Banco Central.

Segundo apuração, integrantes da campanha atribuem a crise a um suposto vazamento seletivo da PF e a uma estratégia de "assassinato de reputações" por parte do PT. Para eles, era esperado que Flávio se tornasse alvo do que consideram uma máquina de propaganda negativa do governo federal, reforçando a narrativa de perseguição política.

Por Sputinik Brasil