Política
AL recebe R$ 180 milhões para ciência, inovação e laboratórios tecnológicos
Projetos incluem implantação de laboratórios “maker”, bolsas estudantis e ações voltadas ao letramento digital e à pesquisa científica.
O governador Paulo Dantas e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, assinaram nesta segunda-feira (11), em Maceió, convênios e ordens de serviço voltados ao desenvolvimento de projetos científicos e tecnológicos em Alagoas. Os investimentos federais somam mais de R$ 180 milhões.
A cerimônia, realizada no Palácio República dos Palmares, também marcou o lançamento do programa Mais Ciência na Escola, iniciativa criada pelo Decreto nº 12.049/2024 em parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Educação (MEC).
O programa tem como objetivo ampliar a educação científica e digital em escolas públicas por meio da implantação de laboratórios “maker”, formação tecnológica e incentivo à iniciação científica. A ação busca aproximar o ensino brasileiro de padrões internacionais de avaliação e contribuir com metas ligadas à educação de qualidade previstas pela ONU.
Durante o evento, mais de 300 estudantes e professores de 30 escolas públicas alagoanas participaram das atividades de lançamento.
“Eu tenho hoje a satisfação de anunciar mais quatro novos projetos em Alagoas, que representam mais de R$180 milhões de novos investimentos”, afirmou a ministra Luciana Santos. Segundo ela, os recursos fazem parte de projetos ligados à infraestrutura digital, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao conceito de indústria 4.0.
A ministra também destacou o crescimento dos investimentos federais na área no estado. “Entre 2023 e 2025, o volume aplicado em ciência e tecnologia em Alagoas chegou perto de R$ 400 milhões”, declarou.
Já o governador Paulo Dantas ressaltou a importância dos investimentos em educação, ciência e inovação para o desenvolvimento social. “Só tem futuro próspero, só tem desenvolvimento ao longo prazo, só tem um estado mais acolhedor, com menos desigualdade, se nós investirmos em educação, em ciência, tecnologia e inovação”, afirmou.
Em Alagoas, o Programa Mais Ciência na Escola vai contemplar 30 unidades de ensino da rede pública, com investimento superior a R$ 3 milhões. A iniciativa prevê bolsas de iniciação científica para 300 estudantes e auxílio para 30 professores.
Entre as ações planejadas estão a instalação de laboratórios equipados com impressoras 3D, notebooks e cortadoras a laser, além da integração entre escolas, universidades e institutos federais.
A programação também inclui projetos já em andamento no estado, como a Rede Alagoana Faça Ciência na Escola, coordenada pelo Cesmac em parceria com Universidade Estadual de Alagoas, Universidade Federal de Alagoas e Instituto Federal de Alagoas. A iniciativa atende escolas públicas em municípios como São Miguel dos Campos, Palmeira dos Índios e Arapiraca.
Outro destaque é o programa Juventude Maker Alagoas, desenvolvido pelo Ifal em 17 escolas públicas de oito municípios alagoanos. Segundo a coordenadora Flávia Bartira Pedro da Silva Almeida, cada unidade contará com estudantes e professores bolsistas envolvidos em atividades de pesquisa, clubes de ciência e letramento digital.
"Nós já trabalhamos no Instituto Federal com a cultura “maker”, com a iniciação científica com a mão na massa. Então, a gente espera levar esse conhecimento do Centro de Tecnologia para as redes municipal e estadual e garantir a formação desses meninos e, por que não, no futuro, eles ingressarem em carreiras científicas voltadas para o mundo", explicou Flávia.
"Cada escola terá dez estudantes bolsistas e um professor bolsista durante 12 meses, desenvolvendo iniciação científica, pesquisa, clube de ciências. É um projeto voltado para o letramento digital", continuou.
A estudante Acsa Naara, participante do programa em uma escola de Arapiraca, afirmou que a iniciativa desperta o interesse dos jovens pela carreira científica. “Estamos muito ansiosos para colocar a mão na massa e realmente se dedicar ainda mais a trazer a ciência na escola”, disse.


