Política

Alerta na Saúde: possível greve expõe crise em hospitais de Maceió

Vereador cobra respostas sobre salários atrasados e risco de paralisação na rede

Por Esther Barros 06/05/2026 07h07
Alerta na Saúde: possível greve expõe crise em hospitais de Maceió
. - Foto: Reprodução

A possibilidade de uma paralisação de profissionais da saúde acendeu o alerta na Câmara Municipal de Maceió nesta terça-feira (5). Durante sessão ordinária, o vereador Leonardo Dias chamou atenção para denúncias envolvendo atrasos salariais e condições de trabalho em unidades hospitalares que atendem pelo sistema público.

De acordo com o parlamentar, a mobilização pode atingir o Hospital Médico Cirúrgico e o Hospital e Maternidade Santo Antônio já a partir da próxima semana, o que tende a pressionar ainda mais o sistema de atendimento na capital.

A eventual greve seria motivada por pendências financeiras com trabalhadores e dificuldades estruturais nas unidades.

Relatos citados durante o pronunciamento apontam que auxiliares e técnicos de enfermagem estariam há meses sem receber salários, além de enfrentarem jornadas exaustivas e falta de estrutura adequada para o exercício das funções. Há ainda denúncias de sobrecarga nos plantões e ausência de condições mínimas de descanso.

O vereador também mencionou queixas recorrentes sobre o funcionamento das unidades, incluindo demora no atendimento, escassez de insumos e problemas na assistência aos pacientes. Segundo ele, as denúncias têm sido encaminhadas por meio de redes sociais e incluem registros de situações consideradas inadequadas dentro dos hospitais.

Diante do cenário, Leonardo Dias informou que deve solicitar esclarecimentos à Secretaria Municipal de Saúde para apurar se há relação entre eventuais atrasos salariais e repasses públicos. Ele defendeu a adoção de medidas emergenciais para evitar a paralisação e minimizar impactos no atendimento, especialmente nas unidades de pronto atendimento, que já operam sob pressão.

A situação reforça os desafios  pela rede pública de saúde em Maceió, com sinais de sobrecarga e necessidade de ajustes na gestão e financiamento dos serviços.