Política

Se Gaspar for ao governo, Lira pode virar favorito ao Senado

Hoje os dois aparecem “embolados” nas pesquisas, disputando as primeiras posições com Renan Filho e Davi Davino Filho

Por Blog de Edivaldo Junior 27/04/2026 12h12
Se Gaspar for ao governo, Lira pode virar favorito ao Senado
Gaspar e Arthur Lira. - Foto: Reprodução

A eleição de 2026 promete ser polarizada em todo o Brasil. Mesmo da prisão domiciliar, Jair Bolsonaro segue influenciando seus seguidores. E pode ser decisivo na definição de ao menos uma das vagas para o Senado em Alagoas.

JB já escolheu. O nome dele é Arthur Lira (PP). A confirmação foi dada por Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL

No Estado, o cenário ainda está indefinido, mas a pode ser resolvido se Alfredo Gaspar entrar na disputa pelo governo. Hoje os dois aparecem “embolados” nas pesquisas, disputando as primeiras posições com Renan Filho e Davi Davino Filho.

Lira reúne apoio de mais de 80 prefeitos, capilaridade no interior e o alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda assim, falta um candidato a governador para chamar de seu – para completar seu palanque majoritário.

Sem estar vinculado a uma candidatura competitiva ao governo, o projeto ao Senado perde força. Em eleições majoritárias, estrutura e palanque contam - e muito.

A entrada de Gaspar nesse cenário pode resolver a equação. Com presença eleitoral em Maceió e nas maiores cidades de Alagoas, ele ocupa justamente o espaço onde Lira tem mais dificuldade de avançar. Além disso, diminuiria o risco de divisão de votos na direita.

Com Gaspar na disputa ao governo, o grupo de Lira ganharia uma candidatura competitiva, um discurso mais coeso e uma possibilidade concreta de unificação desse campo político. Ele poderia ajudar a transferir os votos da direita para o candidato a senador e receber apoio de votos para o governo das bases de Lira no interior.

Lira vem tentando desde o ano passado construir um palanque com JHC, mas até o momento nã conseguiru. Com um candiato no segu grupo, deixaria de disputar isolado e passaria a integrar uma chapa com identidade política clara. Isso reduzira a fragmentação do voto de direita e ampliaria o potencial de consolidação eleitoral, sobretudo em um cenário onde outros nomes ainda buscam espaço em chapas já congestionadas.

No fim, a tese é simples. Lira já tem base, estrutura e apoio político. O que falta é o palanque. Se Gaspar cumprir esse papel, o jogo muda — e o favoritismo ao Senado deixa de ser apenas uma hipótese para se tornar um cenário plausível.