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Cometa desenvolve segunda cauda durante passagem próxima ao Sol
O cometa C/2025 R3 (PANSTARRS) surpreendeu astrônomos ao desenvolver uma segunda cauda durante sua passagem próxima ao Sol, fenômeno que poderá ser observado da Terra em breve, segundo o Laboratório de Astronomia Solar do Instituto de Pesquisa Espacial da Academia de Ciências da Rússia.
De acordo com o laboratório, o telescópio LASCO registrou, nas últimas 24 horas antes de o cometa sair do campo de visão, a formação repentina da segunda cauda no corpo celeste.
O fenômeno se tornou perceptível no domingo (26), mas a origem exata da segunda cauda ainda não foi esclarecida pelos cientistas. Em geral, essas estruturas são formadas pela ação do vento solar e costumam se desenvolver gradualmente, permanecendo por períodos mais longos.
Pesquisadores sugerem que a cauda adicional pode ter sido provocada pelo impacto de uma das duas nuvens de plasma lançadas pelo Sol nos dias 23 e 24 de abril.
“O início da formação da segunda cauda no C/2025 R3 (meio da tarde de 25 de abril) coincide aproximadamente com o horário estimado em que o cometa pode ter sido atingido pelo choque solar. O aumento súbito na densidade e temperatura do gás ao redor pode ter desencadeado a formação de uma cauda iônica, que a densidade normal do vento solar não seria capaz de criar”, explicaram os cientistas.
Outras hipóteses também estão sendo consideradas, incluindo uma possível coincidência ou até mesmo a ativação de um gêiser no núcleo do cometa.
“O cometa deve ficar visível para observação da Terra dentro de alguns dias, já que atualmente o Sol impede a visualização. Será possível verificar se a segunda cauda permanece até esse momento. Caso contrário, a hipótese de formação temporária devido ao impacto do plasma solar ganhará força”, concluiu o laboratório.


