Política

Gilmar Mendes pede inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news

Medida foi motivada por um vídeo publicado por Zema, ainda durante seu mandato, como parte da série “Os intocáveis”

Por Sputnik Brasil 20/04/2026 17h05
Gilmar Mendes pede inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news
Medida foi motivada por um vídeo publicado por Zema, ainda durante seu mandato, como parte da série “Os intocáveis” - Foto: © Foto / Gustavo Moreno / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, encaminhou uma notícia-crime ao colega Alexandre de Moraes, solicitando a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no inquérito das fake news. O processo tramita em sigilo.

A medida foi motivada por um vídeo publicado por Zema, ainda durante seu mandato, como parte da série “Os intocáveis”. Na produção, fantoches representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, em uma sátira a decisão do próprio Mendes que anulou a quebra de sigilos de uma empresa ligada à família de Toffoli.

No pedido, Gilmar Mendes destaca o uso de deepfake e de “sofisticada edição profissional” para simular as vozes dos magistrados e criar um diálogo fictício. Segundo o ministro, o objetivo seria “vulnerar a higidez desta instituição da República”, referindo-se ao STF.

Gilmar Mendes afirma ainda que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”, além de buscar a promoção pessoal do ex-governador.

Após a repercussão, Zema reagiu nas redes sociais, republicou o vídeo e classificou a iniciativa como “absurda”. O ex-governador argumentou que se trata de uma peça de humor e sugeriu que a reação do STF demonstra incômodo com as críticas.

“Se um teatro de fantoches é visto como ameaça, é sinal de que a carapuça serviu”, escreveu Zema, defendendo o uso do humor como ferramenta de crítica ao poder. Políticos aliados, incluindo parlamentares do Novo e de outros partidos, manifestaram apoio ao ex-governador. A legenda afirmou que, “num país sério, uma acusação dessas seria uma piada”.