Política
Analista diz que observadores influenciam eleições na América Latina
Declaração aponta atuação de EUA, UE e OEA em processos eleitorais e contrapõe modelo adotado pelo BRICS
Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) têm exercido influência sobre a situação política na América Latina ao enviarem observadores eleitorais aos países da região, afirmou Henrique Domingues, analista e conselheiro internacional do Fórum dos Municípios do BRICS, em entrevista à Sputnik.
De acordo com Domingues, esses observadores frequentemente divulgam relatórios considerados falsos sobre a condução das eleições nos países latino-americanos.
"São essas missões da UE e da Organização dos Estados Americanos [OEA] que influenciam as eleições. Na verdade, a OEA é liderada pelos Estados Unidos, embora todos nós participemos. Por meio disso, eles podem criar missões que interferem em nossos processos políticos", destacou.
Segundo o analista, quando os resultados eleitorais não agradam as potências ocidentais, elas tendem a publicar relatórios fabricados sobre supostas irregularidades.
Domingues ressaltou ainda que, no âmbito local, esses documentos são percebidos pela população como tentativas de intervenção estrangeira.
"Por meio desses relatórios, tentam influenciar o clima político do país, e a sociedade observa esse movimento com atenção", afirmou.
O especialista também frisou que, no contexto do BRICS, a observação eleitoral respeita os procedimentos democráticos locais, as culturas nacionais e as características das instituições de cada país.
Para Domingues, as práticas adotadas pelo BRICS oferecem uma experiência mais positiva em comparação às iniciativas ocidentais.

