Política

Lula afirma compromisso moral de impedir a volta de 'Fascistas' ao poder

O presidente vê o risco do retorno do extremismo ao poder

Por Sputnik Brasil 14/04/2026 12h12
Lula afirma compromisso moral de impedir a volta de 'Fascistas' ao poder
Foto: © Foto / Ricardo Stuckert / Palácio do Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que uma eventual nova candidatura à Presidência em 2026 não depende apenas de sua vontade pessoal, mas das circunstâncias políticas e do cenário eleitoral. Em entrevista à TV 247, em parceria com a Revista Fórum e o DCM, Lula vinculou sua decisão à defesa da democracia e ao risco de retorno do extremismo ao poder.

Lula destacou que sua atuação está baseada em um compromisso histórico e moral. Segundo ele, "não se trata de querer um quarto mandato. As circunstâncias políticas e o momento eleitoral que você vive decidem", ressaltando que sua trajetória e o legado de seus governos pesam na avaliação sobre 2026.

O presidente reforçou que impedir retrocessos é parte de sua responsabilidade política. Em suas palavras, "é um compromisso moral, ético – e eu diria, até cristão – não permitir que os fascistas voltem a governar este país", associando sua eventual candidatura à proteção das instituições democráticas.

Ao revisitar a história recente, Lula enfatizou o custo da redemocratização. Ele lembrou que "democracia, para quem lutou para defendê-la, para derrubar o regime militar, custou muito caro a muita gente", citando avanços e rupturas desde a eleição de Tancredo Neves até o impeachment de Dilma Rousseff, que classificou como golpe.

O presidente mencionou diferentes ciclos políticos, de Collor a Fernando Henrique Cardoso, passando por seus próprios mandatos, para argumentar que a democracia brasileira ainda é frágil. Segundo Lula, após sucessos e retrocessos, o país não pode permitir novo avanço de forças autoritárias.

Lula também afirmou estar preparado para seguir atuando politicamente. "Me sinto fisicamente muito bem, politicamente muito bem. Estou com a saúde muito bem-preparada e motivado", declarou, acrescentando que seu compromisso é com o país e com a população.

Na mesma entrevista, o presidente comentou a relação com o mercado financeiro — um ponto recorrente de atrito com sua visão sobre política econômica. Ele afirmou que "o mercado sempre vai querer outro candidato", argumentando que interesses econômicos tendem a divergir das políticas de inclusão social defendidas por seu governo.

Lula disse que sua atuação é guiada pelo cotidiano das famílias brasileiras. "Se tem uma coisa que eu aprendi na vida é saber o sentimento do povo brasileiro", afirmou, citando o aumento das despesas domésticas e criticando gastos com apostas online, que classificou como prejudiciais à população.

Ele também anunciou que o governo prepara novas medidas para enfrentar o endividamento, após o Desenrola, e defendeu ação firme contra irregularidades no setor de apostas. Segundo Lula, é necessário combater a lavagem de dinheiro em diferentes frentes para enfrentar o crime organizado.