Política
Lira reage a JHC e evita compromisso com o governo: 'acordo é com o povo'
A primeira reação foi de silêncio. Nenhum dos pré-candidatos ao governo ou Senado se manifestaram publicamente.
A declaração do ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), de que será candidato ao governo de Alagoas em 2026 foi recebida com cautela por líderes do governo e da oposição. A primeira reação foi de silêncio. Nenhum dos pré-candidatos ao governo ou Senado se manifestaram publicamente.
O blog do Edivaldo Junior enviou perguntas para alguns líderes, para apurar qual a reação imediata a esse anúncio. Um dos principais nomes da oposição em Alagoas, o deputado federal Arthur Lira (PP) adotou tom de cautela e evitou antecipar qualquer alinhamento.
Em resposta ao blog, Lira sinalizou que o bloco oposicionista ainda não fechou questão sobre candidatura própria ou apoio a JHC. “Nosso grupo está unido, trabalhando forte pra termos candidatos que realmente trabalham pelo estado. Conversamos com todos que querem mudar Alagoas para melhor”, afirmou.
Sem citar diretamente o ex-prefeito, o parlamentar deixou claro que eventuais alianças dependerão de convergência política. “Acordo nós temos com o povo e quem quiser participar desse projeto tem que estar do nosso lado”, completou.
A fala indica que, apesar do movimento de JHC, o grupo liderado por Lira mantém margem de manobra e espaço para negociar. Na prática, a oposição segue sem definição única e pode tanto lançar candidatura própria - nesse caso o nome mais provável seria o de Alfredo Gaspar - quanto compor com JHC, a depender das negociações nas próximas semanas.
O posicionamento também reforça que a disputa pelo governo ainda passa por articulações internas. Com JHC oficialmente no jogo, a pressão aumenta sobre lideranças como Alfredo Gaspar, que agora precisam definir seus caminhos. O deputado tem três opções: reeleição, governo ou Senado.
Aceno
A relação entre Arthur Lira e jhc não está no seu melhor momento. Os dois teriam rompido no episódio de mudança de comando do PL. Ainda assim o ex-presidente da Câmara dos Deputados mantém a porta aberta para o diálogo. Não deixa de ser um importante aceno. O entendimento entre os dois é o que vai definir ou não em última análise se Alagoas poderá ter uma chapa única da oposição ou uma terceira via. Mas essa é outra história.

