Política

Sinalizações de Lula e pesquisa Datafolha reacendem debate sobre 'plano B'

A movimentação em torno de uma possível substituição de Lula por Haddad tem repercussão direta no mercado financeiro

Por Sputnik Brasil com Redação 09/04/2026 13h01
Sinalizações de Lula e pesquisa Datafolha reacendem debate sobre 'plano B'
Foto: © Evaristo Sá / AFP

A indefinição de Lula sobre sua candidatura à Presidência reacendeu discussões internas no PT e no mercado financeiro sobre a possibilidade de Fernando Haddad assumir a disputa em seu lugar. Embora considerada improvável, a hipótese ganhou fôlego após pesquisa Datafolha apontar empate técnico entre Haddad e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno.

A movimentação em torno de uma possível substituição de Lula por Haddad tem repercussão direta no mercado financeiro. Segundo a Folha de S.Paulo, executivos e banqueiros passaram a sondar lideranças petistas e o próprio ex-ministro, avaliando-o como alternativa mais previsível e moderada para a condução da política econômica.

As declarações recentes de Lula, afirmando ainda não ter decidido se será candidato, funcionaram como gatilho para essas especulações. Apesar de sinalizar experiência acumulada para uma nova disputa, a ambiguidade inicial abriu espaço para diferentes interpretações dentro e fora do partido.

Apesar disso, dirigentes do PT e o próprio Haddad reiteram que não há possibilidade concreta de Lula desistir da candidatura. Mesmo diante de pesquisas que indicam cenário competitivo contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno, a avaliação interna é de que Lula permanece como principal nome da legenda.

No setor financeiro, porém, persiste a expectativa de que Haddad possa representar uma alternativa mais alinhada aos interesses do mercado. Essa percepção sustenta, de forma discreta, a ideia de que uma candidatura do ministro seria preferível à continuidade de Lula, segundo apuração do jornal.

Levantamentos recentes mostram Haddad tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno, reforçando sua viabilidade eleitoral. Esse desempenho levou setores do PT a considerarem, ainda que de modo reservado, a existência de um 'plano B' caso Lula, em cenário improvável, desista da disputa.

Ainda assim, a avaliação predominante no partido é de que Lula segue sendo o candidato mais competitivo e com maior força eleitoral.