Política
Lira vira a chave, esquece JHC e articula bloco forte na oposição
Nas proporcionais, a meta é fechar até o dia 4 uma nominata capaz de eleger no mínimo quatro deputados federais
Arthur Lira deixou para trás o ruído com o prefeito JHC e acelerou a reorganização de seu campo político. E com foco na montagem de um bloco competitivo para 2026. Virou a chave.
Na prática, Lira consolida uma frente com PP, União Brasil, PL e Republicanos. Juntos, os partidos formam hoje a maior base proporcional do estado, com maior peso no tempo de rádio e TV e no acesso ao fundo eleitoral.
Nas proporcionais, a meta é fechar até o dia 4 uma nominata capaz de eleger no mínimo quatro deputados federais, com objetivo de chegar a 5. A conta é considerada viável nos bastidores diante da densidade dos nomes que estão sendo atraídos para a federação PP/União.
Entre os cotados estão Álvaro Lira, filho de Arthur Lira e os deputados federais Fábio Costa, Marx Beltrão e Daniel Barbosa. Também entram no radar Olívia Tenório, Mosabele Ribeiro, Nivaldo Albuquerque e o líder evangélico Gunnar, entre outros nomes, que estão sendo confirmados.
Na disputa estadual, a lógica se repete. A federação trabalha com nomes como Fernando Pereira, Rose Davino, Chico Tenório, Antônio Albuquerque, Leonam Pinheiro, Mesaque Padilha, Thiago Prado, David Empregos e Ângela Garrote. A meta é eleger de 8 a 9 estaduais.
Com esse desenho, Lira cria uma base que sustenta o projeto majoritário sem dependência direta de alianças já fechadas.
Nos bastidores, a majoritária começa a ficar mais clara. A hipótese de Alfredo Gaspar como candidato ao governo, dentro desse mesmo bloco, ganha força. Para o Senado, o nome de Davi Davino Filho está em construção e pode ser confirmado em dobradinha com Lira. Peças se movendo.
Se esse arranjo se confirmar, o bloco de Lira entra na disputa em condições reais de equilíbrio com o grupo do governo, liderado por Paulo Dantas Marcelo Victor, Renan Calheiros e Renan Filho. Mas essa é outra história.


